A Dança dos Sete Véus
Vinte e Três.
- Oi pai! (Lucas cumprimentou o pai e sentou no grande sofá branco repleto de almofadas nos tons de cru e marrom)
- Oi filho! (Jorge respondeu deixando de lado o jornal)
- Cadê a mamãe? (Lu)
- Sabe bem como ela é, shopping e salão de beleza o dia todo! (Jorge respondeu sorrindo)
- Então, o que queria falar comigo? (Lu)
A apreensão em Lucas era visível, ele sentia-se da mesma maneira que no dia que ele o obrigou a casar-se com Bruna.
- Antes de tudo como anda minha nora e meu neto? (Jorge)
- Sob repouso absoluto, praticamente o dia todo na cama e com a alimentação balanceada! (Lu)
- Tem que ficar de olho nela filho, porém... (Jorge afirmou não terminando a frase e deixando Lu ainda mais apreensivo)
- Porém? (Lu perguntou coçando o queixo, reação que ele tinha toda vez que ficava nervoso)
- Quer exercer sua profissão de Administrador longe daqui? (Jorge)
A incógnita sobre o filho ficou ainda maior, como se ele tivesse falado em outro dialeto.
- Pai não entendi, explica isso melhor. (Lu)
- Quero que administre um dos meus hotéis por um mês e meio, só que não é no Brasil! (Jorge)
- Fora do Brasil? Onde e por quê? (Lu perguntou com uma certa rejeição, pois o que menos ele queria era exercer a profissão, porém o longe talvez fosse de seu agrado)
- Quero que absorva mais da sua profissão, nada melhor do que lhe dar essa oportunidade, já falei com a Helen e ela topou ir junto! (Jorge)
Helen envolvida significava pra Lu que talvez não seria tão ruim.
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