sábado, 3 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Cinquenta.

   Dizem que acabamos com uma dor, usando aquilo que nos deu a dor…
   Quando você é picado por uma cobra, a única coisa que te cura é o soro extraído do veneno dela…
   Yasmin procurava dançar quando sentia essas dores, por mais impossível que fosse agüentar, ela tentava suportar a dor movimentando o quadril e a cintura, e na maioria das vezes isso ajudava, mas claro que os analgésicos tinham um papel principal.

   
   Yasmin sentiu um alívio quando as pontadas haviam passado.
   A dor a deixava completamente frustrada com a Dança do Ventre, chegava a desencantar de tal coisa...
   Mas o fato é que ela era encantada pelos passos da dança árabe e a incomodava demais desanimar disso tudo.
   Por isso, mesmo que sentisse as piores dores do mundo, que fosse julgada por algo que não era e outras coisas mais, ela jamais deixaria de ser uma Odalisca.
   Isso era sua maior paixão, fora que eram as raízes que havia herdado de seu pai.

   E assim passou toda a manhã…
   Em frente a um espelho, ela trocava os cinturões que usava nas danças e se jogava em meio à dança.
   O fundo musical eram as diversas músicas que possuía em seu acervo de CD’s árabes.
   As batidas que pareciam se camuflar com o requebrado de seu quadril.
   E algo que ela sabia fazer perfeitamente, era enfeitiçar a todos quando mexia suas mãos.
  Mas o que marcava de verdade em suas performances, era o olhar penetrante, que hipnotizava qualquer um...

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