A Dança dos Sete Véus
Vinte e Oito.
A relação de Yasmin com Marcelo, o gerente do hotel estava cada vez mais insuportável.
O também brasileiro, a perseguia com a mesma ladainha de sempre: os turistas que queriam fazer programas com a morena.
O também brasileiro, a perseguia com a mesma ladainha de sempre: os turistas que queriam fazer programas com a morena.
Mas ela recusava-se de todas as maneiras, ele por insistir acabava sempre causando conflito com ela.
- Eu não sou prostituta, não vou fazer programa com ninguém. Será que não entende isso? (Yasmin esbravejou)
- O cara tem muito dinheiro Yasmin, tem que aproveitar. (Marcelo)
- Nem que ele fosse o cara mais rico do mundo! Poderia até cuspir ouro, mas jamais venderia meu corpo pra esse velho nojento e pra mais ninguém. Tenho minha dignidade... (Yasmin)
- Não agüento o seu tipinho, uma Odalisca querendo ter pudores. (Marcelo)
- Não me ofenda, me respeite, pois sempre te respeitei. Exijo o mesmo! (Yasmin exclamou irritada)
- Não vou ficar insistindo, as outras são mais espertas que você. Você se acha a melhor, prepotência sua, pois existem outras muito melhores que você! (Marcelo provocou)
- Nunca falei que sou a melhor, muito menos penso assim, mas posso bater no peito que me esforço bastante e jamais vou vender meu corpo. (Yasmin rebateu)
- Fique aí se achando a melhor do mundo, mas saiba de uma coisa, ainda vou te enxotar daqui e, esse dia será o melhor de minha vida! (Marcelo exclamou olhando nos olhos de Yasmin)
O olhar era intimador, mas pra Yasmin acima de tudo estava sua dignidade.
Poderia perder quantos empregos fosse, mas prostituição era algo que ela jamais faria...
“Ele já tentou várias vezes me colocar pra fora do hotel, não sei que tanto ele me odeia, mas devido aos elogios que recebo, a diretoria não o permite me demitir. Fora que acho um absurdo à prostituição acontecendo aqui dentro, ah se um dia eu falasse com o dono…”
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