quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Oitenta.

   O carro parou, havia chego o destino de Yasmin.

   - Shokran. (Yasmin)
   - Sho… o que? (Lucas perguntou não entendendo nada)
   - Quis dizer, obrigada em árabe. (Yasmin)
   - Ah sim, mas nem precisa agradecer, é obrigação do hotel fazer isso. (Lucas)
   - Mesmo assim, shokran! (Yasmin afirmou sorrindo e saindo do carro)
   
   Lucas abriu a porta do carro e pegou as bolsas da mão dela, foi inevitável um toque e mais uma vez a troca de olhares. 

   - Se não se sentir bem amanhã, pode ficar em casa. (Lucas)
   - Não se preocupe, já estou melhor. (Yasmin)
   - Dançar dói então? (Lucas)
   - Bastante, mas faz parte. (Yasmin)
   - Boa noite. (Lucas)
   - Tosbeheena h’abibe! (Yasmin)

   Lucas a observou entrar naquele condomínio. Não era de luxo, mas parecia ser extremamente confortável e mesmo do lado de fora e estando ali pela primeira vez, ele sentia-se bem. Mirou no céu, a bela Lua que se fazia presente. Lua Crescente. Aos poucos nascendo e com o tempo, concretizada!

   “A conheço a menos de uma hora e já a sinto tão perto… Como se eu a conhecesse há muito tempo, de outras vidas talvez!"

  “O destino, o que está escrito… Maktub! Ala nos designa aos maiores testes, provas. Demonstrações… As reencarnações que parecem sobrevoar sobre nossas mentes, o passado e o presente, unidos!"

   Yasmin antes de subir, percebeu o intenso brilho da Lua Crescente. A noite presente.

   “Nada é por acaso, tudo está escrito…"

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