A Dança dos Sete Véus
Oitenta e Dois.
“Caramba, essa mulher parece uma flauta hipnotizadora, que chega a encantar as cobras mais venenosas e poderosas de todo o mundo. Por que tenho a necessidade de conhecê-la melhor? O que há por trás daqueles belos olhos embebidos de mistério?”
Yasmin ficou alguns minutos parada embaixo da água quente do chuveiro, deixando a parte do quadril e da cintura serem mais molhados. Era relaxante fazer isso quando sentia muita dor, aliviava bastante. Mas o fato era que a dor já havia ido embora. Até sentia algumas pontadas, mas nada que não fosse suportável.
Todas as noites antes de dormir, Yasmin sentava-se em sua cama e pegava o Sagrado Alcorão nas mãos. Sabia quase de cor todas as passagens de Maomé ao escrever o livro sagrado dos muçulmanos, mas sempre era bom ler aquelas palavras. A frase que sempre aparecia na frente de todo capítulo, chamado de sura era a seguinte:
" Em nome de Ala, o beneficente, o misericordioso. "
Yasmin olhava fascinada a todas as orações contidas. Era uma admiradora assídua de sua religião, porém, odiava aqueles que usavam o sagrado nome de Ala pra dominarem as mulheres e fazerem guerras que de santas, não tinham nada! Talvez ela concordasse com um dos dez mandamentos da Bíblia do Cristianismo:
" Não use o santo nome, em vão. "
Mas aquela noite em especial, acontecia algo que ela jamais permitiu que acontecesse. Ela estava desconcentrada na leitura. Nada fluía em sua cabeça. Apenas um pensamento...
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