A Dança dos Sete Véus
Setenta e Cinco.
“Em sua pupila, encontrei um oásis perdido em meio ao grande tapete de areia do Saara, em sua expressão, decifrei o grande enigma da esfinge, em seu toque, encontrei a segurança, em sua voz, encontrei a paz…”
Yasmin estremeceu ao escutar aquela voz, aquelas mãos que não a deixavam cair. A segurança!
- N-não estou e f-falo português. (Yasmin sussurrou depois de algum tempo mirando nos olhos de Lucas)
- O que houve? (Lucas perguntou perdido no olhar dela)
- E-eu acho que estou d-desmaiando. (Yasmin)
- Vem cá… (Lucas falou amparando-a)
Um pouco perdido, Lucas entrou na primeira porta que viu à frente. Por sorte tratava-se de uma sala de funcionários. Mal conseguia controlar a tremedeira que do nada havia surgido, também sentia como seu coração estava acelerado e Yasmin, sentia esses batimentos em seu braço. Compartilhando sensações!
- Senta aqui. (Lucas falou sentando-a em um sofá)
Yasmin olhava-o intensamente, não conseguia deixar de mira-lo. Era como um imã. Lucas tinha a mesma sensação. Ela o observou, enquanto ele pegava um copo de água.
- Beba. (Lucas falou entregando o copo de água nas mãos dela)
Yasmin bebeu um gole, tremia bastante e não conseguia se controlar. Não conseguia pensar em dor alguma, apenas sentia-se estranha. Diferente!
“Em seus olhos, pude observar uma miragem. O brilho forte dos raios solares cruzando-se com as pirâmides… Vida, decifrei destino. Intui a sensação de entrega, de duplicidade, de dois mundos unidos… Duas vidas!”
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