sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Cento e Vinte e Quatro.

   - Você é um completo jumento. Como quer andar de camelo se não sabe falar árabe e aqui só tem gente que fala árabe? (Helen ironizou)
   - Você também não lembrou desse detalhe. E não me xingue (Lucas afirmou irritado)
   - E agora hein? Vai fazer como? (Helen)
   - Não tem como fazer nada, só sei falar h’abibe e olhe lá. Temos que volta outro dia com uma pessoa que fale árabe. (Lucas)
   - Mas eu quero agora, droga. (Helen choramingou)
   - Se joga no chão então, sua mimada. (Lucas)
   - Odeio quando me chama de mimada. (Helen afirmou irritada)
   - É isso que é, uma mimada. Agora com licença que vou ver mais um pouco dessa preciosidade, muito mais útil que ficar discutindo com você. (Lucas afirmou andando e voltando na direção das pirâmides e da esfinge)
   - Olha que abusado! (Helen exclamou colocando as mãos na cintura)

   “Discutir sobre coisas idiotas com a Helen, sempre foi normal, nem é briga de verdade. Pra falar a real, acho que só briguei sério com ela uma vez, foi quando a Bruna apareceu grávida e aquela história toda de eu ter que casar com ela. Enfim, a Helen não aceita que as pessoas tenham que fazer algo que não queiram e eu como primo quase irmão, ela aceita menos ainda. Mas não adianta nada eu continuar contando sobre esse fato. Já passou do prazo de eu tomar alguma atitude… Enfim, pra que lembrar disso se estou em frente ao maior monumento do mundo. Uma cultura rica e cheia de mistérios… Definitivamente não dá pra pensar em coisas ruins, apenas na magia desse local.”

   Lucas estava com o olhar perdido entre a pirâmide de Queóps e as areias do Saara. Aquele local era como uma reflexão da vida. Era uma verdadeira terapia.

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