quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Vinte e Nove.

   Yasmin sentou no grande sofá do camarim das Odaliscas e sentiu como as lágrimas ardiam seus olhos.
   Queria chorar de ódio, de raiva...
   Apenas duas pessoas a deixavam com esse sentimento engasgado na garganta, Marcelo e seu tio.
   Eles tinham o dom de fazê-la enraivecer em questão de segundo.

   - Calma querida, um dia ele te deixa em paz. (Anaíra tentava acalmá-la)
   - E-ele não entende que não s-sou prostituta? (Yasmin falou aos prantos)
   - Você sabe como ele é, só porque algumas fazem acha que você também tem que fazer. (Anaíra)
   - Mas eu n-não e nunca vou f-fazer. Por que ele me persegue t-tanto? (Yasmin)
   - Talvez ele a inveje Min, você tem talento, é bonita e tem o respeito dos diretores, coisa que ele como gerente não tem. (Anaíra)
   - R-respeito nós ganhamos com e-esforço e trabalho, se e-ele não consegue isso a culpa não é minha! (Yasmin)
   - Concordo com você, mas nem todos pensam assim, agora se acalme e vá pra casa que seu expediente já acabou. (Anaíra)
   - V-vou embora sim... (Yasmin afirmou esfregando os olhos)
   - Fica bem, Min! (Anaíra)
   - F-ficarei e, shokran... (Yasmin)
   - Não precisa agradecer. (Anaíra afirmou sorrindo)
   - Vou indo, a-as dores na cintura estão q-querendo começar e não quero tomar mais n-nenhuma injeção. (Yasmin)
   - Qualquer coisa me liga. (Anaíra)
   - Pode deixar. (Yasmin)
   - Laila sa'eda wa ahlaam ladida h’abibe! (Anaíra)
   - Boa noite e bons sonhos pra você também! (Yasmin exclamou sorrindo e em seguida saiu do hotel rumo a seu apartamento)

   “Mais um dia cumprido, shokran Ala pelos ensinamentos e até mesmo pela batalha contra Juan. Sei que há males que vem pra nosso bem! Só peço nur em meu caminho.”

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