sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Cento e Vinte e Nove.

   “Às vezes sentimos quando algo está para acontecer, uma sensação estranha que te deixa com a pulga atrás da orelha. Algo que não lhe deixa pensar em outra coisa. Mas você nunca sabe dizer o que é, o que está sentindo e o porque… Estou assim nesse exato momento, e sei que algo está por vir, não sei dizer o que, mas é algo ruim. Espero seja algo da minha cabeça, de verdade espero isso…”

   - O que acha de irmos a um restaurante mexicano? Estou morrendo de vontade de comer taco. (Anaíra)
   - Pode ser! (Yasmin respondeu dando de ombros e arrumando algumas coisas dentro da barraca que elas iam dormir)
   - Que foi? Ficou quieta de repente. (Anaíra)
   - Não sei, do nada me deu uma sensação estranha. (Yasmin)
   - Será que foi por causa do mergulho? Está passando mal? (Anaíra)
   - Não estou passando mal, mas estou com uma sensação de que alguma coisa vai acontecer. (Yasmin)
   - Para com isso, você sempre me assusta com essas coisas. Olha, chego a ficar arrepiada. (Anaíra afirmou mostrando os pêlos arrepiados de seu braço)
   - Também me assusto com essas coisas, mas você não deveria já que adora bancar a bruxa ao ler a sorte na borra de café. (Yasmin)
   - É diferente, falando nisso não sabe o que estou aprendendo. (Anaíra)
   - O que? (Yasmin)
   - Jogar tarô egípcio, coisa mais linda do mundo. (Anaíra afirmou sorrindo)
   - Lá vem você com essas coisas! (Yasmin exclamou rindo)
   - Isso é mágico, e você será a minha primeira cliente. Até trouxe pra jogar pra você. (Anaíra)
   - Só no seu pensamento. (Yasmin)
   - Nem venha muçulmana moderna, a noite você vai saber tudo sobre o seu futuro, acredite. (Anaíra afirmou piscando pra amiga)
   - Vamos procurar o tal restaurante mexicano que é bem mais útil. (Yasmin)

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