terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Setenta e Sete.

   - Então você também é, me d-desculpe. Acabei l-lhe incomodando. (Yasmin afirmou envergonhada e levantando-se)
    - Imagine Yasmin, jamais iria deixar alguém desmaiar em minha frente e não fazer nada. Não me incomodou. (Lucas)
   - Mesmo a-assim, mas agora v-vou embora. Com licença. (Yasmin)

   Lucas a observou pegando as bolsas, mas sentia-se na obrigação de ajuda-la. Mas não apenas segurando a bolsa.

   - Hei Yasmin, espere. (Lucas)
   - O que houve? (Yasmin)
   - Está melhor? (Lucas)
   - M-mais ou menos. (Yasmin)
   - Então não vou deixa-la ir embora sozinha, alguém vem te buscar? (Lucas)
   - Não se p-preocupe, chego rápido em casa e não tenho ninguém pra vir me buscar. (Yasmin afirmou passando o polegar em sua cintura, em seguida fez uma careta de dor)
   - Está com dor e é visível, não posso deixar uma funcionária de meu pai passando mal. Afinal de contas você o ajuda a ter o nome prestigiado no mundo dos negócios. Eu te levo pra casa então, se precisar até te levo no hospital. (Lucas)
   - N-não é preciso, de verdade. Muito obrigada, mas não é n-necessário. (Yasmin)
   - É necessário sim, vou procurar algum motorista do hotel e irei te levar pra casa, uma empresa só vai pra frente se tratarmos dignamente os funcionários. (Lucas)

   “Eu não a deixaria ir sozinha de maneira alguma, ela parecia tão frágil, tão delicada… Tão pequena! Tão linda…”

   “Minha boca recusava, mas sentia que dentro de mim eu queria aceitar… Ele me parecia tão justo, tão simpático. Tão bonito, claro, não sou cega. Aliás, tão lindo…”

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