A Dança dos Sete Véus
Cento e Sessenta e Nove.
Depois de recuperar-se da tremedeira nas pernas, Yasmin correu para o banheiro, precisava de um banho o quanto antes. Precisava relaxar. Arrancou sua roupa e sem delongas entrou embaixo do chuveiro quente. Não suportaria o gelado, por mais que necessitasse de um. Fechou os olhos e sem perceber, dedilhou seus próprios lábios. Ainda podia sentir a maciez dos lábios de Lucas a beijando. A pegando pela cintura. Yasmin abriu os olhos assustada. Esfregou as mãos no rosto e concentrou-se em apenas tomar banho. Estava cometendo harám… Não podia pensar em coisas tão absurdas.
“Eu tento parar de pensar, mas não consigo. Sempre vem em minha mente o rosto dele, o cheiro e o gosto… Porque deixei que ele me beijasse, não poderia ter acontecido, não…”
“Eu tento parar de pensar, mas não consigo. Sempre vem em minha mente o rosto dele, o cheiro e o gosto… Porque deixei que ele me beijasse, não poderia ter acontecido, não…”
Yasmin tomou um susto quando a campainha tocou. Tentou ignorar, mas insistia demais. Não viu outra saída. Saiu do box e vestiu um roupão branco. Correu pelo corredor entre escorregões por estar molhada. Chegou esbaforida na porta, e quase caiu de joelhos quando abriu a porta e viu Lucas parado e a medindo de cima a baixo!
“Sei que as passagens do Alcorão me condenariam, que todo o povo islâmico me reprovaria com tal pensamento, sei que talvez eu possa estar magoando o meu pai, mas eu queria poder botar pra fora o que estou sentindo, mas eu sinto medo. É como se pesasse sobre minhas costas uma tormenta, uma escuridão… O desejo está aflorando sobre minha epiderme, mas o senso me impede. Ele é casado, vai ser pai… Eu mal o conheço, não sei qual a índole dele, a cor que mais gosta, a comida preferida, preferência musical… Pára tudo, se formou um redemoinho em minha mente e aos poucos ocupa o meu coração…”
- O q-que… (Yasmin sussurrou arrumando o roupão e sentindo-se completamente envergonhada)
- Desculpe-me, mas não sei voltar pro hotel. (Lucas falou engolindo em seco e olhando-a nos olhos)
- Não consegue lembrar o caminho? (Yasmin)
- Não… (Lucas sussurrou esfregando a mão nos olhos)
Yasmin engoliu em seco. Aquele jeitinho dele de bebê, a enlouquecia. O olhar desamparado e a voz cansada a faziam deixá-la com vontade de colocá-lo pra dentro e cuidar feito um bebezinho… Foi então que se deparou com o fato de que não era ela que hipnotizava Lucas.
“Eu que estou hipnotizada por ele…”
“Já desacreditei no amor, e fiz com que ele permanecesse numa distância mínima de 300 quilômetros, mas quanto mais tentamos afastar, mais ele se aproxima. É como se a vida brincasse com nossos sentimentos, nos colocando num fogo cruzado e testando nossas reações. Nunca tive sorte ao tentar amar uma mulher, sempre saí machucado, magoado e cada vez mais, descrente nesse sentimento… Mas agora, parece que as coisas se esclarecem em minha mente, talvez eu nunca tenha o sentido de maneira pura e verdadeira. Do jeito em que o coração acelera e o chão some toda vez que nos deparamos, ou então, quando ela encanta com seu belo e enigmático olhar. Posso parecer infantil, a conheço há tão pouco tempo, mas parece que já a conheço há anos… Eu a sinto próxima, eu a quero próxima de mim!”
- E-entra, não adianta ficar aí fora. Vou me trocar, já volto. (Yasmin falou rápido e disparando até seu quarto)
Lucas enxugou a gota de suor que se formava em sua testa. Não conseguia segurar-se. Sua vontade era de sair correndo atrás daquela bela morena e arrancar de uma vez aquele roupão. Queria amá-la, de um jeito que talvez ele não amasse nenhuma outra mulher. Sua boca estava seca… Ela o atormentava de tal maneira, que suas pernas pareciam tremer. Qual era o antídoto contra Yasmin? Ou então, qual era o antídoto pra aproximá-la cada vez mais?
Mas ele tinha em sua mente uma coisa.
- E-entra, não adianta ficar aí fora. Vou me trocar, já volto. (Yasmin falou rápido e disparando até seu quarto)
Lucas enxugou a gota de suor que se formava em sua testa. Não conseguia segurar-se. Sua vontade era de sair correndo atrás daquela bela morena e arrancar de uma vez aquele roupão. Queria amá-la, de um jeito que talvez ele não amasse nenhuma outra mulher. Sua boca estava seca… Ela o atormentava de tal maneira, que suas pernas pareciam tremer. Qual era o antídoto contra Yasmin? Ou então, qual era o antídoto pra aproximá-la cada vez mais?
Mas ele tinha em sua mente uma coisa.
“Ela é diferente, eu sei. Não só pela religião, mas pelo jeito. Não quero assustá-la e nem tão pouco me assustar, vou caminhar devagar, daqui pra frente, a Deus pertence. E o que tiver que ser, será…”