A Dança dos Sete Véus
Cento e Quarenta e Nove.
Yasmin sentia como as lágrimas desciam queimando por suas bochechas. Aquela situação havia sido humilhante demais. Antes de sentir ódio por Marcelo, sentia-se envergonhada por ter que escutar uma barbaridade daquelas e ainda ter que provar que tudo não passava de uma mentira. Entrou feito um furacão no camarim das Odaliscas, pegou sua mochila de qualquer jeito. Queria sair dali rapidamente! Nem sabia como iria se sustentar, mas ali não passava mais um segundo. Não agüentava mais as constantes humilhações de Marcelo, sua paciência já havia ultrapassado todos os limites. Mas seu sentimentalismo, a fez sentar-se no sofá e continuar no choro sentido de uma menina sonhadora, que aos poucos percebeu que a vida não é um conto de fadas.
“São nessas horas que vejo o quanto os seres humanos estão decaídos, como a mentira reina sobre todas as pessoas e como o ódio transforma pequenos milagres, em terríveis assombrações. Nunca havia sido tão humilhada, apenas com meu tio, mas isso parece ter superado qualquer coisa. Prostituta, eu? Nunca na minha vida provei de uma relação sexual, que dirá me vender por isso. Eu gostaria apenas de saber o que fiz pra ele, qual motivo pra tanta raiva, eu só queria fazer meu trabalho e me sustentar com isso, fazer o que amo que é dançar e não querer criar inimizades. E agora sinto mais falta daquele que em qualquer situação me defendia, que sempre estava do meu lado em todos os momentos. Queria entender por que Ala o tirou de mim… Aonde está meu ab pra me salvar? Cadê meu herói?”
Lucas mais uma vez parou e encostou-se no batente da porta. Mas dessa vez não era pra vê-la dançar e sim pra tentar consolá-la. Consolá-la?
“Me sinto como uma leve pena perdida por entre o oceano, me sinto um nada ao vê-la chorar dessa maneira. Odeio ver qualquer mulher chorando, ainda mais quando se trata de uma injustiça. Claro que é injustiça, sei que ela não tem culpa de nada, agora está mais do que provado pra mim. Ela é inocente! Sei que é, o belo e enigmático olhar dela, me diz isso. Me sinto um lixo em vê-la assim, juro por Deus…”
“Me sinto como uma leve pena perdida por entre o oceano, me sinto um nada ao vê-la chorar dessa maneira. Odeio ver qualquer mulher chorando, ainda mais quando se trata de uma injustiça. Claro que é injustiça, sei que ela não tem culpa de nada, agora está mais do que provado pra mim. Ela é inocente! Sei que é, o belo e enigmático olhar dela, me diz isso. Me sinto um lixo em vê-la assim, juro por Deus…”
- Posso entrar? (Lucas perguntou)
Yasmin levantou a cabeça com os grandes olhos castanhos arregalados e molhados de lágrimas, no mesmo instante ela tentou limpá-los, mas não adiantava. Ele já havia visto que ela chorava.
- P-pode. (Yasmin respondeu com a voz embargada e mexendo em sua bolsa, estava envergonhada)
Lucas sentou-se ao lado dela no sofá, estralou alguns dedos depois de um suspiro. Não sabia o que dizer…
- Com q-quem posso falar s-sobre minha d-demissão? (Yasmin perguntou com voz de choro)
- Com ninguém, não vai pedir demissão. (Lucas)
- E-eu já pedi. (Yasmin)
- Mas eu não aceito, não é assim que as coisas funcionam Yasmin. Não pode fugir dos problemas. (Lucas)
- Fugir d-dos problemas? É f-fugir de humilhações, n-não agüento mais e-essa situação… (Yasmin sussurrou voltando a chorar)
- Yasmin não chore, por favor, não gosto de ver isso… (Lucas sussurrou sincero e mirando profundamente a íris dos olhos de Yasmin)
Yasmin engoliu em seco ao mesmo tempo em que sentiu a respiração falhar. Apenas um olhar profundo de Lucas e, ela já perdia a sensibilidade no corpo. Com Lucas, o aceleramento cardíaco já se fazia presente desde o momento que a viu pela primeira vez. Ela mexia de alguma maneira com ele.
- O que ele te faz? (Lucas)
- E-ele não gosta de m-mim e fala algumas c-coisas, mas deixe pra l-lá. (Yasmin)
- Yasmin, pode confiar em mim, fale o que te aflige… (Lucas)
- N-não, deixa tudo isso p-pra lá. Eu s-saio e ele continua. (Yasmin)
- Não vai sair, não quero isso. (Lucas)
- E-eu saio por d-dignidade, eu não s-sou prostituta, nunca fiz n-nada disso. (Yasmin sussurrou chorando)
- Eu acredito em você, sinto que é uma garota decente e íntegra. E acima de tudo especial… (Lucas disse passando o polegar abaixo dos olhos de Yasmin, impedindo que algumas lágrimas caíssem)
Yasmin fechou os olhos sentindo aquele toque. E em seu estômago, uma geladeira já residia.
Yasmin engoliu em seco ao mesmo tempo em que sentiu a respiração falhar. Apenas um olhar profundo de Lucas e, ela já perdia a sensibilidade no corpo. Com Lucas, o aceleramento cardíaco já se fazia presente desde o momento que a viu pela primeira vez. Ela mexia de alguma maneira com ele.
- O que ele te faz? (Lucas)
- E-ele não gosta de m-mim e fala algumas c-coisas, mas deixe pra l-lá. (Yasmin)
- Yasmin, pode confiar em mim, fale o que te aflige… (Lucas)
- N-não, deixa tudo isso p-pra lá. Eu s-saio e ele continua. (Yasmin)
- Não vai sair, não quero isso. (Lucas)
- E-eu saio por d-dignidade, eu não s-sou prostituta, nunca fiz n-nada disso. (Yasmin sussurrou chorando)
- Eu acredito em você, sinto que é uma garota decente e íntegra. E acima de tudo especial… (Lucas disse passando o polegar abaixo dos olhos de Yasmin, impedindo que algumas lágrimas caíssem)
Yasmin fechou os olhos sentindo aquele toque. E em seu estômago, uma geladeira já residia.
- Não podemos ficar sem a melhor Odalisca, o seu encanto em dançar perfeitamente a Dança do Ventre já faz parte desse hotel, você consegue transmitir uma beleza sensual, mas ao mesmo tempo enigmática, misteriosa. Escuto elogios de você desde o momento que cheguei aqui e concordo com todos, você é linda e uma ótima funcionária. Te conheço há alguns dias, mas algo me diz que você não está envolvida em nada que esse Marcelo disse. Yasmin, eu sinto que você não é apenas mais uma aqui dentro, você é a soma de uma união. Não posso permitir que percamos uma jóia tão rara. (Lucas confessou sentindo a garganta secar)
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