domingo, 15 de janeiro de 2012

A Dança dos Sete Véus
Cento e Quarenta e Dois.

   - Não consigo. (Lucas)
   - Lu, vai acabar doente. Precisa se divertir um pouco, sei lá, vai andar de bicicleta, fazer rapel, pular de pára-quedas, ou então segue o conselho que te dei, arranja uma amante, vai fazer sexo. Só não vou com você pra cama, porque é praticamente meu irmão, senão te ajudaria. (Helen disse rindo)
   - Posso te falar uma coisa? É bom te ter por perto, melhor ainda é saber que é minha prima, e que sempre que eu precisar, você está aqui pra me ajudar. (Lucas falou sorrindo e apertando as mãos de Helen que estavam em seu ombro)
   - Bebê, assim você me deixa sem chão. Fala desse jeito mais uma vez e eu caio na choradeira. (Helen)
   - Sério, prima. Você na maioria das vezes levanta meu astral, me deixa alegre, claro que às vezes irrita, mas isso faz parte. (Lucas afirmou rindo)
- É porque você sempre foi o meu xodó, lembro quando nasceu e eu achava que era sua mãe, isso porque eu tinha três anos, imagine se tivesse mais. Mas sério, odeio te ver mal e qualquer um que tente fazer isso com você, estará metido em sérios problemas, ainda não peguei sua mulher de jeito, porque ela está grávida, mas deixa o pequenininho nascer pra você ver. Te amo, primo. (Helen)
   - Também te amo, sua pentelha. (Lucas)
   - Bebê, eu precisava te contar uma coisa. (Helen disse mordendo o dedão, algo que fazia quando havia aprontado e voltou a sentar-se na frente dele)
   - O que andou aprontando, Helen? (Lucas perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas ao ver a prima morder o dedo)
   - Ontem à noite, eu fiz uma coisinha bem inocente, mais inocente que brincadeirinhas de criança. (Helen respondeu rindo)
   - E o que você fez? Brincou de médico ou de papai e mamãe? Ou então, de fazer filhinhos? (Lucas perguntou debochando)

   - Lucas, você só pensa besteiras mesmo. (Helen)
   - Então o que fez? (Lucas)
   - Então, sabe o que é? Eu estava quietinha dormindo, quer dizer, tentando dormir, mas o calor que faz nesse lugar é insuportável e não há ar-condicionado que faça refrescar. Como eu estava dizendo, na minha tentativa de dormir, eis que alguém bateu na porta… (Helen)
   - Vá direto ao ponto. (Lucas)
   - Acalme-se, tenho que detalhar tudo, senão não tem graça. Como eu dizia, esse alguém gritou dizendo que era serviço de quarto. Não entendi, já que não havia pedido nada, abri a porta e eis que me deparo com um certo alguém… (Helen)
   - Helen, para de enrolar, odeio quando as pessoas ficam contando histórias e não falam logo o eis da questão. (Lucas)
   - Fique quietinho, ok? Então, esse certo alguém falou que era uma refeição muito apetitosa, e puta que pariu, era mesmo. (Helen afirmou rindo)
   - Por acaso essa refeição se chamava Lautner? (Lucas debochou)
   - Bebê, você sabe que já fiquei várias vezes com ele e também dei vários amassos, mas essa foi a primeira vez que chegamos a praticar a coisa em si, e minha Nossa Senhora da Aparecida, nunca peguei um cara tão bom. (Helen disse entre risos)
   - Me poupe dos detalhes. (Lucas)
   - Te poupo nada, estou com vontade até de contar o tamanho do… (Helen)
   - Parada, shh, fica quieta, cale a boca. Ta doida? Não quero saber o que anda fazendo com o Taylor, não quero imaginar algo tão assustador. Fora que você é minha prima, tenho ciúmes de você. (Lucas afirmou incrédulo)
   - Ah que bobagem, eu também tenho ciúmes de você e sempre escutei as barbaridades e perversidades que fazia com várias meninas, então, irá me escutar. (Helen)
   - Vou nada, pode fazer o que quiser com ele, namorar, noivar, casar e ter trinta filhos, ficarei muito feliz, mas me poupe desses detalhes sórdidos, pra mim você é intocável, virgem. E vou endoidar se por acaso você ficar afirmando o contrário. (Lucas)
   - Lu, para de bancar o muçulmano, sei que está sentindo-se familiar com a cultura islâmica, mas não leve tão ao pé da letra, vai querer o pano branco com meu sangue, pra que eu prove que sou uma moça pura e não uma Odalisca? (Helen debochou entre gargalhadas)

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