segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Dança dos Sete Véus
Cento e Cinquenta e Sete.

   - Ai meu Deus, Bruna. Acorde, acorde… (Fátima sussurrou ajoelhando-se no chão e dando leves tapinhas no rosto de Bruna)

   Fátima olhou assustada para a poça de sangue. Na hora sua mente não havia associado às coisas, mas como um estalo, ela percebeu o que poderia ter acontecido. Levantou-se rápido e correu atrás de um telefone.

   - A-alo. P-por favor, uma ambulância… (Fátima gaguejou)

   Depois de passar o endereço ao socorro, desceu as escadas correndo. Chegou na cozinha pálida feito um papel e ofegava tentando buscar oxigênio.

   - Dona Fátima, o que houve? (Julieta perguntou assustada ao ver a expressão de sua patroa)
  - A B-bruna. C-chamei uma ambulância, tem s-sangue… (Fátima expressou-se vagamente)
   - Dona Fátima, não entendi absolutamente nada. Sente-se que vou lhe dar um copo de água com açúcar. (Julieta)

   Praticamente engoliu a água com açúcar que bebera. Respirava fundo…

   - Agora me conte, o que houve? (Julieta)
   - Tem uma p-poça de sangue no chão, B-bruna está desmaiada. Chamei uma a-ambulância. (Fátima)
   - Minha Nossa Sra. Aaparecida, será que ela perdeu o bebê? (Julieta)
   - N-não sei… (Fátima gaguejou)

   “Meu filho…”

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