A Dança dos Sete Véus
Cento e Cinquenta e Cinco.
“A Bruna nunca foi a nora que pedi a Deus, pelo contrário, meu filho merece uma pessoa melhor, que de verdade o faça feliz e ela, não pode se dar ao luxo nem de se fazer feliz. Jorge o pressionou, mas conheço meu bebê, ele casou mesmo por medo de que essa maluca cometesse algo contra o bebezinho, e de certa forma, ele fez o certo. Sei que se não tivesse acontecido essa gravidez, ele jamais teria se casado, pelo menos não com ela. Mas não adianta chorar o leite derramado, agora já foi e só o que eu peço a Deus, é que ilumine a cabeça de meu filho pra que ele consiga ser forte perante essa situação e também espero que após o nascimento dessa criança, ele consiga a guarda e dê um ponto final nesse casamento, que pra mim é mais do que ridículo…”
- Julieta, a Bruna ainda não acordou? (Fátima perguntou entrando na copa da mansão)
- Não senhora. (Julieta, uma das empregadas)
- Ela acha que é saudável acordar tarde dessa maneira, ainda mais grávida. Não sei pra que o Jorge insistiu em trazê-la. (Fátima murmurou irritada e saindo da copa)
Fátima subiu a escada furiosa, incomodava-se demais com a presença de Bruna em sua casa. Deixando de lado sua fina educação e etiqueta, entrou com tudo no quarto em que Bruna estava. A cama estava vazia. Seguiu para o closet e lá Bruna também não estava. Mas arregalou os olhos ao ver o rastro de sangue que estava no chão. Correu até o banheiro e encontrou Bruna desmaiada e ao seu lado, uma poça de sangue.
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