segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Dança dos Sete Véus
Cento e Cinquenta e Dois.

   Yasmin entrou em seu apartamento e jogou a mochila na sala. Foi tirando o tênis pelo corredor e, a blusa jogou em qualquer canto. Atirou-se na cama, encostando a cabeça no travesseiro gelado. Não sabia em que pensava mais. Se nas invenções e barbaridades de Marcelo, ou no abraço…

   “Minha cabeça está parecendo um furacão, mil informações que estão em conflito com uma tempestade de pensamentos. Não sei o que pensar, como agir, ir amanhã ou não… Sei que esse é o meu sustento no Egito, por mais que queira voltar pro Brasil, sei que não é esse o momento e se sair do hotel, terei que voltar pro meu país. É difícil um emprego como o meu, consigo tirar um bom dinheiro e ainda dançando, algo que amo. Mas agüentar as humilhações do Marcelo é muito difícil, incomoda demais. Mas aquele pedido, aquele jeito de pedir me deixaram em cima do muro, não sei o que fazer. Nessas horas que eu sinto a falta da presença da minha mãe, meu pai me defendia e minha mãe, sempre foi minha conselheira.”

   Yasmin engoliu o choro, enquanto discava o número do Brasil. Toda vez que falava com sua mãe, as emoções afloravam em proporções gigantescas e a deixavam ainda mais emotiva.
Ainda mais depois do turbulento dia que ela havia passado.

   - Umm? (Yasmin sussurrou com a voz embargada)
   - Minha querida… (Regina disse emocionada)

  “Ala, traz minha mãe pra perto de mim…”

   - Umm, n-não agüento mais f-ficar sem a senhora… (Yasmin murmurou voltando a chorar)
   - O que aconteceu minha querida? (Regina)
   - E-eu preciso da minha f-família, de um p-pouquinho de carinho… (Yasmin)

Nenhum comentário:

Postar um comentário