A Dança dos Sete Véus
Cento e Cinquenta e Oito.
“Irei contar uma breve história de amor. Eu era católica, ele muçulmano. Eu acreditava em Deus, ele em Ala. Eu sou brasileira, ele era egípcio. Eu queria desfrutar do amor, ele queria se apaixonar perdidamente. Eu o encontrei, ele me encontrou. Nada mais será igual, nem as flores têm a cor e o encanto que tinham, os pássaros não cantam mais como antes, o Sol não emite mais o mesmo brilho, o arco-íris tornou-se preto e branco. Não discuto as vontades de Ala, apenas me conformo de que meu coração foi partido em dois. Uma parte para minhas lindas anjinhas e a outra, foi pra debaixo dessa terra, onde você permanece no sono mais profundo, na paz eterna. Seguir-te-ei e guardarei sua memória até o dia que venha me buscar. Esperarei-te…”
A grama de cor verde bandeira, parecia transmitir uma grande paz. Algo semelhante à vida espiritual. Mas cada passo que Regina dava, a faziam lembrar-se do dia em que teve que despedir-se de Luiz pra sempre. Talvez pra ela, a dor ficara guardada em uma caixinha dourada, que residia no fundo de sua alma. Afinal de contas, ela precisava ser o ombro para suas duas filhas e, principalmente para Yasmin, que mesmo dois anos depois, não se conformava desse acontecido. As flores do campo, misturadas com lírios brancos formavam um encantador buquê, preso com uma fita de cetim azul claro. Regina ajoelhou-se frente à lápide e dedilhou o nome de Luiz que estava escrito com ideogramas árabes. Repousou o buquê em frente, suspirou e sorriu começando a falar.
- Vim te contar uma novidade, vamos ser avôs… (Regina exclamou emocionada ao relatar a gravidez de Julia, Yasmin ainda não sabia)
Esfregou os olhos tentando conter algumas lágrimas que insistiam em aparecer. Mas era impossível isso não acontecer.
- Tem que ver a felicidade da Julia, do marido dela. Quem ainda não sabe é a sua princesa, mas em breve contaremos. (Regina)
Um lindo pássaro branco, pousou sobre a lápide de Luiz. Regina sorriu, isso sempre acontecia quando ela ia ao cemitério visitá-lo.
- H’abibe, sinto tanto sua falta. E pra completar tive que me conformar de t-ter que ver n-nossa caçula indo morar l-longe, tudo por uma i-injustiça. Mas só te p-peço uma coisa, ilumine-a, e-esteja ao lado dela. Sinto que e-ela precisa de uma luz, hoje ela me l-ligou chorando e me sinto c-completamente impotente p-por não estar ao lado dela, consolando-a. A proteja j-junto com Ala. (Regina sussurrou chorando)
Ficou mais algum tempo conversando com Luiz.
- Tem que ver a felicidade da Julia, do marido dela. Quem ainda não sabe é a sua princesa, mas em breve contaremos. (Regina)
Um lindo pássaro branco, pousou sobre a lápide de Luiz. Regina sorriu, isso sempre acontecia quando ela ia ao cemitério visitá-lo.
- H’abibe, sinto tanto sua falta. E pra completar tive que me conformar de t-ter que ver n-nossa caçula indo morar l-longe, tudo por uma i-injustiça. Mas só te p-peço uma coisa, ilumine-a, e-esteja ao lado dela. Sinto que e-ela precisa de uma luz, hoje ela me l-ligou chorando e me sinto c-completamente impotente p-por não estar ao lado dela, consolando-a. A proteja j-junto com Ala. (Regina sussurrou chorando)
Ficou mais algum tempo conversando com Luiz.
- Ma’as-salama h’abibe! Uhibboki. Que Ala esteja com você sempre! As-salaam (Regina)
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