quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Cento e Um.

   “Maldita hora que inventei de engravidar, estorvo, nojo… Ódio! Não sei como existem mulheres que sonham em ter filhos, são loucas no mínimo. Eu tento diversas vezes, mas parece carma, essa maldita criança não escorre de maneira alguma, será que vou ter que apelar pra magia ou algo do tipo? Já consegui o que queria usando esse bebê, casar com o imbecil do Lucas, tudo bem que ele é lindo, rico, dá prazer de verdade na cama, mas não gosto dele nem um pouco. Maldita hora que quis engravidar e casar com ele, maldita hora…”

   Bruna estava deitada tentando conter a tontura devido às várias vezes que tinha ido ao banheiro vomitar. Estava passando mal o dia inteiro, como no dia anterior também.

   - Não agüento m-mais! (Bruna sussurrou correndo ao banheiro)

   Silvana a ajudava. Mas a prepotência de Bruna superava tudo.

   - Não preciso da sua ajuda, v-velha desgraçada. (Bruna falou pálida)
   - Não percebe o estado em que se encontra? E continua petulante. (Silvana resmungou)
   - O s-seu amado Luquinhas não e-está, então posso te mandar embora a hora que e-eu quiser. (Bruna afirmou tampando a boca com a mão devido a uma ânsia)
   - Eu tenho pena do meu menino ter casado com uma mulher como você, mais pena tenho desse bebê que você carrega no ventre, pobre criança ter uma mãe assim. (Silvana)
   - SAI DAQUI. (Bruna gritou jogando um frasco de creme em Silvana)
   - Olha aqui sua petulante, me respeita ou vou esquecer que está grávida e fazer o que seus pais não fizeram, te dar uma surra! (Silvana exclamou irritada e pegando Bruna pelo braço)

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