A Dança dos Sete Véus
Cento e Quatorze.
- Acorda, cara pálida. (Helen falou rindo enquanto tentava acordar o primo)
- Não enche. (Lucas sussurrou enfiando a cabeça embaixo do travesseiro)
- Lucas, você é o administrador desse hotel, não pode acordar tarde. (Helen brincou)
- Antes de ser administrador, eu sou o filho do dono e isso é motivo suficiente pra eu não acordar cedo, já ouviu falar que todo filho de pai rico é vagabundo. Prazer, este sou eu. (Lucas sussurrou)
- Para de bancar o engraçadinho e levanta logo. (Helen)
- Não, quero dormir… Por favor. (Lucas)
- Ok, mas eu volto pra te acordar. (Helen)
- Quero dormir até ano que vem… (Lucas)
- Seu preguiçoso. (Helen)
- Sou mesmo… (Lucas)
“Não posso acordar agora que eu sonho com o olhar enigmático. Com as mãos que enfeitiçam e com os quadris que me inspiram há ter algo que há tempos eu não queria…”
- Melhor, vou fazer que nem você e dormir mais um pouco, não faz mal mesmo. (Helen afirmou rindo e deitando novamente ao lado do primo)
- Isso, fica quietinha e dorme. (Lucas)
- Luuuuuuuuuuuu? (Helen)
- Que? (Lucas perguntou permanecendo de olhos fechados)
- Está tendo algum sonho erótico? (Helen perguntou gargalhando)
- Não vou te responder, me recuso! (Lucas)
- Ah, está sim seu safado. (Helen falou rindo)
- Dorme Helen, dorme. (Lucas)
- Só não se empolga muito hein, não esquece que vai estar na mesma cama que sua prima. (Helen)
- Boa noite… (Lucas)
- Bom dia, você quis dizer. (Helen)
- Se for pra não dormir e ficar tagarelando, melhor ir pro seu quarto… (Lucas)
- Vou ficar, nem adianta me expulsar. (Helen)
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