quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Cento e Quatorze.

   - Acorda, cara pálida. (Helen falou rindo enquanto tentava acordar o primo)
   - Não enche. (Lucas sussurrou enfiando a cabeça embaixo do travesseiro)
   - Lucas, você é o administrador desse hotel, não pode acordar tarde. (Helen brincou)
   - Antes de ser administrador, eu sou o filho do dono e isso é motivo suficiente pra eu não acordar cedo, já ouviu falar que todo filho de pai rico é vagabundo. Prazer, este sou eu. (Lucas sussurrou)
   - Para de bancar o engraçadinho e levanta logo. (Helen)
   - Não, quero dormir… Por favor. (Lucas)
   - Ok, mas eu volto pra te acordar. (Helen)
   - Quero dormir até ano que vem… (Lucas)
   - Seu preguiçoso. (Helen)
   - Sou mesmo… (Lucas)

   “Não posso acordar agora que eu sonho com o olhar enigmático. Com as mãos que enfeitiçam e com os quadris que me inspiram há ter algo que há tempos eu não queria…”

   - Melhor, vou fazer que nem você e dormir mais um pouco, não faz mal mesmo. (Helen afirmou rindo e deitando novamente ao lado do primo)
   - Isso, fica quietinha e dorme. (Lucas)
   - Luuuuuuuuuuuu? (Helen)
   - Que? (Lucas perguntou permanecendo de olhos fechados)
   - Está tendo algum sonho erótico? (Helen perguntou gargalhando)
   - Não vou te responder, me recuso! (Lucas)
   - Ah, está sim seu safado. (Helen falou rindo)
   - Dorme Helen, dorme. (Lucas)
   - Só não se empolga muito hein, não esquece que vai estar na mesma cama que sua prima. (Helen)
   - Boa noite… (Lucas)
   - Bom dia, você quis dizer. (Helen)
   - Se for pra não dormir e ficar tagarelando, melhor ir pro seu quarto… (Lucas)
   - Vou ficar, nem adianta me expulsar. (Helen)

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