A Dança dos Sete Véus
Trinta e Cinco.
Por Yasmin trabalhar a noite, sua manhã rendia bastante e principalmente sua mania de arrumação e de limpeza a faziam perder todo um dia.
Sempre foi organizada ao extremo, até algo que passava dos limites.
No seu armário de roupas de Dança do Ventre, haviam sido divididas por cores, tecidos e estilos.
Suas roupas normais eram separadas da mesma maneira, dobradas e penduradas com o maior cuidado e capricho.
As bijuterias e as poucas jóias que tinha, eram colocadas separadas em um porta-jóias, na qual ela separava por estilo.
A mesma coisa para os braceletes, brincos e terceiros olhos que sempre usava em suas apresentações.
Perfumes e maquiagens seguiam todo esse padrão, assim como tudo que pertencesse à Yasmin.
Ela definitivamente era organizada ao extremo, algo que às vezes extrapolava.
Sempre fora assim desde pequena, cuidava das coisas do pai com verdadeiro amor.
Regina, sua mãe, até brincava afirmando que Yasmin era mais esposa do que ela.
Esposa...
Palavra estranha no vocabulário de Yasmin Rosa.
Como sempre se julgou ser a ovelha negra dos islâmicos, ela tinha plena convicção de que não iria se casar.
Ainda mais com homens muçulmanos que ultrapassavam os limites do machismo.
E por mais que a família dela não fosse radical, ela sabia que a preferência seria para um casamento entre muçulmanos.
E ser obrigada a casar-se ou a alguma coisa era que fugia totalmente dos princípios de Yasmin.
Nenhum comentário:
Postar um comentário