quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Cento e Dois.

   - Me s-solta… (Bruna)
   - Olhe aqui garotinha, comece a ser uma pessoa melhor, do contrário só vai se ferrar na vida. Deveria agradecer a Deus por ter do seu lado um menino tão bom como o Lucas, e também agradeça por Deus te dar a alegria de ser mãe. Você é desprezível, um ser que só me dá pena, nojo. (Silvana falou jogando-a no chão e saindo do quarto)

   Bruna caiu no choro. Por mais sangue frio que fosse, sentiu como as palavras de Silvana foram fortes deixando-a com a consciência pesada. Pegou o telefone chorando e como já era noite, sabia que Lucas estaria acordado por ser mais cedo no Egito.

   Lucas estava vendo os e-mails quando seu celular tocou. Olhou o número e bufou, mas não podia continuar evitando, teria que atender.

   - Alo. (Lucas)
   - L-lucas. (Bruna sussurrou chorando)
   - Bruna, o que foi? (Lucas)
   - N-não agüento mais passar m-mal, eu não to s-suportando… (Bruna)
   - O que aconteceu, cadê a Silvana? (Lucas perguntou aflito)
   - N-não quero a Silvana, q-quero você… (Bruna)
   - Não posso Bruna. (Lucas afirmou preocupado)
   - E-eu não quero m-mais essa gravidez, e-eu não suporto mais isso, e-eu odeio esse casamento m-maldito, E-EU ODEIO VOCÊ. (Bruna gritou chorando e em seguida bateu o telefone)

   Lucas respirou fundo sentindo um grande ódio tomar conta de si, pegou o celular com raiva e o jogou, mas como nem olhou pra trás, ele acabou acertando Yasmin que passava no momento.

   - Ai. (Yasmin resmungou quando o celular acertou com força seu braço)

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