A Dança dos Sete Véus
Cento e Dois.
- Me s-solta… (Bruna)
- Olhe aqui garotinha, comece a ser uma pessoa melhor, do contrário só vai se ferrar na vida. Deveria agradecer a Deus por ter do seu lado um menino tão bom como o Lucas, e também agradeça por Deus te dar a alegria de ser mãe. Você é desprezível, um ser que só me dá pena, nojo. (Silvana falou jogando-a no chão e saindo do quarto)
Bruna caiu no choro. Por mais sangue frio que fosse, sentiu como as palavras de Silvana foram fortes deixando-a com a consciência pesada. Pegou o telefone chorando e como já era noite, sabia que Lucas estaria acordado por ser mais cedo no Egito.
Lucas estava vendo os e-mails quando seu celular tocou. Olhou o número e bufou, mas não podia continuar evitando, teria que atender.
- Alo. (Lucas)
- L-lucas. (Bruna sussurrou chorando)
- Bruna, o que foi? (Lucas)
- N-não agüento mais passar m-mal, eu não to s-suportando… (Bruna)
- O que aconteceu, cadê a Silvana? (Lucas perguntou aflito)
- N-não quero a Silvana, q-quero você… (Bruna)
- Não posso Bruna. (Lucas afirmou preocupado)
- E-eu não quero m-mais essa gravidez, e-eu não suporto mais isso, e-eu odeio esse casamento m-maldito, E-EU ODEIO VOCÊ. (Bruna gritou chorando e em seguida bateu o telefone)
Lucas respirou fundo sentindo um grande ódio tomar conta de si, pegou o celular com raiva e o jogou, mas como nem olhou pra trás, ele acabou acertando Yasmin que passava no momento.
- Ai. (Yasmin resmungou quando o celular acertou com força seu braço)
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