quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Cento e Treze.

   “Algumas pessoas me chamam de ditador, outros falam que abuso da autoridade, mas quer saber da verdade? Não estou nem aí para o que as pessoas falam de mim, se querem falar mal de meu jeito para os meus chefes, podem falar… Não deixarei de ser o que sou, tenho que abaixar a petulância daqueles que se acham os grandes poderosos, preciso conter a soberba e a prepotência de quem não é nada, e quer que eu cite um exemplo? Citarei, Yasmin Rosa, a rainha das Odaliscas, aliás, a rainha de querer ser o que não é… Quando alguém quer brilhar mais do que eu, sou obrigado a puxar o tapete e vou até aonde precisar pra continuar sendo superior, não será a minha estrela que ela vai apagar, antes de fazer isso, eu a destruo… Motivo? Sei lá, não vou com a cara dela!”

   - Isso está errado, será que você é tão incompetente a ponto de não saber o que é fazer uma limpeza decente? (Marcelo exclamou irritado com uma das camareiras)
   - Desculpe-me, isso não vai mais acontecer. (a camareira)
   - Olha aqui, realmente não vai mais acontecer porque você não trabalha mais aqui, está despedida. (Marcelo)
   - Mas despedida? Não, senhor eu não posso perder esse emprego. (a camareira)
   - Não quero nem saber, ninguém manda fazer as coisas erradas. Está despedida e isso é um fato. (Marcelo)
   - Por favor, te imploro. (a camareira)
   - Irei pensar no seu caso, até porque não posso ficar com a consciência pesada de mandar embora uma morte de fome, assim você passará mais fome, mas abre seu olho sua incompetente, pois quem manda em você sou eu. Então volte ao seu trabalho e vê se faz as coisas decentemente. (Marcelo)
   - Tudo bem senhor, com licença, isso não vai mais acontecer. (a camareira)

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