A Dança dos Sete Véus
Trinta e Quatro.
“Ela me salvava de tudo aquilo, me tirava do sufoco e confesso que me frustrei na hora que acordei… Infelizmente, não passava de um sonho que agora se tornou um pesadelo ao ver que aqui estou no meio disso tudo…”
Quem era ela?
O que eram aqueles véus?
O que era algo preto luminoso?
Perguntas que martelaram na cabeça de Lucas por toda madrugada.
Queria muito entender o significado daquele sonho...
Usava em seu pescoço uma correntinha de ouro branco que tinha uma medalhinha da Nossa Senhora Aparecida, presente de sua mãe quando ele completou quinze anos.
Desde essa época nunca mais Lucas deixou de usar.
Buscando tranqüilidade, segurou com força a medalhinha e fechou os olhos...
Só assim ele conseguiu adormecer, mas com as dúvidas em sua mente!
Aquela medalha o fazia pensar automaticamente em Fátima, queria muito o colo da mãe nesse momento, algo talvez de uma criança, mas agora Lucas se deparava com o fato de como ser criança era bem melhor do que essa vida que ele estava levando.
Queria regredir, pois, o regresso de sua vida era a liberdade!
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