A Dança dos Sete Véus
Treze.
Seu pai fez questão de lhe ensinar, assim como fez com Regina e a outra filha.
Também ensinou um pouco sobre os hieróglifos sagrados, escrita do Antigo Egito. Por mais complicado que fosse decifrar algo escrito dessa maneira, em qualquer ruína que Yasmin entrava, conseguia pegar a mensagem e o fundamento que aqueles pequenos símbolos, queriam passar.
O Alcorão, fora presente de seu pai quando ela teve a primeira menstruação.
Na tradição islâmica, quando uma menina tem sua primeira menstruação, é obrigada a cobrir a cabeça e os cabelos com o véu. Só podendo ficar sem véu na frente de irmãos e pais e do marido quando casasse, do contrário estaria pecando.
Mas como Luiz conhecia a personalidade da filha e não seguia a risca a religião, não a obrigou a nada...
Apenas a abençoou com o livro sagrado dos muçulmanos, a Bíblia islâmica. Lá se encontram todas as passagens do profeta Maomé e os verdadeiros ensinamentos de Ala, segundo a lenda passada ao profeta através do Anjo Gabriel! O guarda a sete chaves, está impecável e sempre que sente um aperto no coração, ela o abre e lê. Por incrível que pareça abre nas palavras certas e nas que seu pai sempre dizia. Um verdadeiro desígnio de Ala.
Yasmin era como uma filósofa radical dos preceitos islâmicos, odiava qualquer restrição contra as mulheres, se revoltava com a submissão que elas sofriam, sempre que podia lutava pelos direitos delas.
Era acima de tudo uma guerreira da religião santa, e adorava mostrar aos outros a verdade essência do Islamismo, tentando apagar o que se associava com sua religião, guerras santas e terroristas da Al-Qaeda, e Mujahedin. Piores grupos radicais do Oriente Médio.
Outra coisa que seguia ao pé da letra de sua religião: O “Ramaz”.
As cinco rezas diárias dedicadas ao grande e poderoso Ala, curvada em um tapete e em direção a Meca. Sempre respeitando a tradição de lavar os braços e as pernas antes de cada uma dessas rezas.
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