terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Setenta e Oito.

   Yasmin estava com o olhar perdido, Lucas conversava com o motorista que era espanhol, mas não deixava de observá-la pelo retrovisor. Ela era enigmática. Ele sentia vontade de desvendar aquele profundo mistério que transpassava de seus olhos.

   - É brasileira também? (Lucas perguntou a ela que parecia em transe)
   - Sou sim. (Yasmin)
   - Coincidência, também sou Min! Não se importa se te chamar de Min não é? (Lucas)
   - Não, esse é meu apelido mesmo. (Yasmin)
   - Se quiser, pode me chamar de Lu. (Lucas)
   - Não dá, você é meu patrão. (Yasmin)
   - Nada disso, me chamar de senhor e essas coisas não vai ser aceitável. Eu com essa cara de criança vai ficar ridículo. (Lucas afirmou rindo)

   “Bebê, carinha de neném…”

   - Mas vai ser estranho. (Yasmin)
   - Não se preocupe, pode me chamar de Lu. (Lucas)
   - Então tudo bem, Lu. (Yasmin afirmou sorrindo)
   - Posso ser um pouquinho indiscreto? (Lucas)
   - No que? (Yasmin)
   - O que faz aqui no Egito se é brasileira? (Lucas)
   - A vida às vezes nos dá algumas rasteiras e com isso, temos que ir a luta pra que não fraquejemos. (Yasmin)

   Lucas respirou fundo escutando as palavras da bela morena.

   “O suspiro dele me deixa inquieta, fora que o conheço há poucos minutos e sinto que ele me incomoda, mexe em alguma coisa no meu organismo. Aposto que é o perfume que ele usa, por mais que seja o cheiro mais delicioso do mundo, deve me dar alguma reação alérgica"

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