sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Dança dos Sete Véus
Cento e Vinte.

   - Hum, e já existe algum merecedor? (Anaíra)
   - Não! (Yasmin respondeu suspirando)
   - Que suspirada hein? Até parece que me convence que não tem nenhum merecedor nessa história. (Anaíra)
   - Não tem. (Yasmin)

   Yasmin desviou seu olhar em direção do mar. Via as ondas batendo e formando grandes espumas que se perdiam por entre o balanço das águas. Sentia o cheiro de areia camuflado com a água salgada. Pensamentos voavam por sua cabeça… As sensações!

   - Olha isso aqui, são poemas de mulheres afegãs. Tenho tanta pena delas. (Anaíra falou voltando a ler a revista)
   - Também tenho. (Yasmin)
   - Mas elas estão bem mais independentes. (Anaíra)
   - Com certeza, mas precisam libertar-se cada vez mais. (Yasmin)

   “Segundo o Alcorão, a figura mais bela e divina é a mulher. A que gera um ser enviado pelo Criador! A que proporciona vida… Mas antes de exigir o respeito de várias crenças com as mulheres, precisamos crer em nossa beleza e nossa esplendida espiritualidade. Precisamos acreditar que lutar pelos nossos ideais femininos é estar no caminho da liberdade e da verdade. É ser o que se é, e não o que se deve ser…”

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