A Dança dos Sete Véus
Cento e Vinte.
- Hum, e já existe algum merecedor? (Anaíra)
- Não! (Yasmin respondeu suspirando)
- Que suspirada hein? Até parece que me convence que não tem nenhum merecedor nessa história. (Anaíra)
- Não tem. (Yasmin)
Yasmin desviou seu olhar em direção do mar. Via as ondas batendo e formando grandes espumas que se perdiam por entre o balanço das águas. Sentia o cheiro de areia camuflado com a água salgada. Pensamentos voavam por sua cabeça… As sensações!
- Olha isso aqui, são poemas de mulheres afegãs. Tenho tanta pena delas. (Anaíra falou voltando a ler a revista)
- Também tenho. (Yasmin)
- Mas elas estão bem mais independentes. (Anaíra)
- Com certeza, mas precisam libertar-se cada vez mais. (Yasmin)
“Segundo o Alcorão, a figura mais bela e divina é a mulher. A que gera um ser enviado pelo Criador! A que proporciona vida… Mas antes de exigir o respeito de várias crenças com as mulheres, precisamos crer em nossa beleza e nossa esplendida espiritualidade. Precisamos acreditar que lutar pelos nossos ideais femininos é estar no caminho da liberdade e da verdade. É ser o que se é, e não o que se deve ser…”
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