A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Doze.
“Eu via as horas passar, o dia raiar e o cair da noite como um flash, como estrelas cadentes que aceleravam o movimento rotacional da Terra. Minha experiência profissional ia aumentando, mas meu lado sentimental, cada vez mais ausente. Mal pude acreditar que uma semana depois de tudo aquilo, Bruna voltou ao Brasil, bem, eu a levei. Não por eu ter imposto, mas por uma decisão dela e pensando na saúde de meu filho e em seu bem estar, embarquei com ela pro Brasil. Voltei uns quatro dias depois e tudo permanecia igual. Da mesma maneira que eu havia deixado antes, e claro, a indiferença que cada vez mais aumentava. Se eu me incomodava? Bastante, aquilo parecia uma tormenta pra minha vida, eu necessitava de um pingo de atenção dela, coisa mínima. Estranho pensar que eu mal a conhecia e queria que pelo menos ela falasse de uma maneira mais amena comigo, sei lá, mais atenciosa, mas ela limitava-se ao tratamento de funcionária e patrão. Mas eu ainda podia ver sua beleza ao dançar, seus perfeitos movimentos e sua silhueta delicada. Aquele véu que deslizava por suas mãos, sentir seu cheiro exalado pelo corredor… E claro, a força enigmática de seu olhar misterioso e seu jogar de cabelos, que me deixava maluco. Hipnotizado! Odalisca feiticeira…”
- Não acredito que já passou todo esse tempo, Lucas. Vamos voltar pro Brasil essa semana. Eu não quero! (Helen resmungou)
- O tempo voou… (Lucas sussurrou suspirando)
- Não acredito que já passou todo esse tempo, Lucas. Vamos voltar pro Brasil essa semana. Eu não quero! (Helen resmungou)
- O tempo voou… (Lucas sussurrou suspirando)
“Sim, o tempo bate asas e não espera que consigamos nos adaptar a isso. Ele voa e deixa pra trás pequenos fatos, e não leva pra frente o que definitivamente se deseja. Confesso e não escondo, eu desejo… Do fundo da minha alma e de dentro do meu coração, eu necessito…”
- O que vai fazer quando voltar? Vai pro hotel da capital? (Helen)
- Não sei, preciso conversar com meu pai. (Lucas)
- Por que não fica mais um pouco aqui? Sei lá, você botou certa ordem aqui e acredito que seja boa a sua permanência no Egito. (Helen)
- Quando voltarmos, terei uma reunião com ele, aí veremos o que decidir quanto a isso. (Lucas)
- Entendi! (Helen)
“Meu filho nesse tempo, despontou sobre o ventre de Bruna, bem eu não vi de perto, mas pela foto que ela me mandou pelo e-mail, ele já aparece. Faz tão pouco tempo e mesmo assim ele já começou a se mostrar pro mundo. Não sei, mas senti uma felicidade tão grande ao ver o ventre de Milena, uma paz. Sim, a paz que se abrigava em meu filhinho, meu pequenino.”
- O Taylor vai ficar. (Lucas)
- Eu sei, ele me falou. (Helen falou suspirando)
- Você sabe que é muito difícil encontrá-lo no Lucas devido à supervisão que ele faz? (Chris)
- Sei! (Helen)
- Como vão ficar vocês dois? (Lucas)
- Não sei, talvez iremos terminar, sei lá! (Helen afirmou tristonha)
- Vocês dois parecem distantes um do outro, aconteceu algo? (Lucas)
- Não aconteceu nada. (Helen)
- Vocês não estão bem. (Lucas)
- Na verdade, acho que estamos temerosos com esse compromisso, não sei dizer direito. (Helen)
- Medo do amor? (Lucas)
- Talvez… (Helen)
“Que ironia… Até parece que estou me olhando no espelho. Sim, sempre tive medo de amar, mas quando me apaixono me jogo de cabeça. Viro um banana, sendo direto, mas me sentia feliz quando isso acontecia… Bem, nem sei se posso afirmar com todas as palavras que já me apaixonei de verdade por uma mulher…”
- Vocês não estão bem. (Lucas)
- Na verdade, acho que estamos temerosos com esse compromisso, não sei dizer direito. (Helen)
- Medo do amor? (Lucas)
- Talvez… (Helen)
“Que ironia… Até parece que estou me olhando no espelho. Sim, sempre tive medo de amar, mas quando me apaixono me jogo de cabeça. Viro um banana, sendo direto, mas me sentia feliz quando isso acontecia… Bem, nem sei se posso afirmar com todas as palavras que já me apaixonei de verdade por uma mulher…”
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