A Dança dos Sete Véus
Cento e Noventa e Dois.
“Conheço o Lucas há tempos, somos praticamente irmãos. Bem, irmãos não porque confesso que já dei uns amassos com ele. Que culpa tenho eu? Ele é lindo e ainda tem um corpo maravilhoso, não sou de ferro oras! Enfim, o que estou querendo dizer é que o ajudarei com essa história de prostituição aqui dentro do hotel… Bem, meu sonho sempre foi ser uma pantera e ainda ajudando meu melhor amigo? Fala sério, é o trabalho mais perfeito de todo o mundo, é como ser uma fada. E sei que pra pegar uma pessoa no flagra, basta usar um pouco da sensualidade. Bem, bem… Desculpem, mas isso não me falta! Sim, eu sou convencida!”
- Oi Marcelo! (Letícia exclamou sorridente entre uma piscada)
- Oi. (Marcelo retribuiu um pouco sério)
- Lucas me contou que é o gerente daqui, deve ser bem competente pra manter-se nesse cargo. (Letícia)
- Eu faço o que está ao meu alcance. (Marcelo)
- Então o seu alcance é bem alto, pois o tio Jorge é bem exigente com os funcionários. Você deve ser bom mesmo! (Letícia sussurrou sedutora)
Marcelo estreitou-se na cadeira constrangido. Era impressão dele ou aquela bela jovem de olhos lindos, estava cantando-o?
- E é bem bonito! (Letícia concluiu segurando a gravata dele e impulsionando o corpo sobre o dele, que estava sentado)
Letícia só deu-se por satisfeita, ao vê-lo enxugar o suor da testa. Sorriu mandando um beijinho e saiu da sala.
- Tolinho! Vai confessar tudo rapidinho. (Letícia sussurrou para si mesma)
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