A Dança dos Sete Véus
Cento e Noventa e Seis.
Após a reza, Yasmin levantou e olhou pra Lucas indicando o fundo da mesquita, talvez quisesse mostrar algo pra ele. Ele seguiu-a. Yasmin, sem pronunciar uma palavra, apontou pra ele uma parede toda decorada. Tinha ouro e bronze em sua pintura, e os desenhos seguiam o padrão decorativo de toda a mesquita. Ela indicou com gestos que depois explicaria o porquê de apontar aquela parede. Foram andando calmamente até a saída. Yasmin queria que ele conhecesse cada lugar, por isso ia devagar passando pelos lugares. Lucas olhava a tudo fascinado, o lugar tinha uma decoração extraordinária e a energia era muito boa. Ele conseguia sentir isso! Quando saíram, Yasmin tirou o véu da cabeça e ajeitou a echarpe no pescoço novamente. Arrumou o rabo de cavalo e foi andando. Lucas entendeu que ainda não poderia falar com ela, não ali na frente. Quando já estavam há uma certa distância, Yasmin respirou fundo e sorriu pra ele.
- Ufa, o voto de silêncio já pode ser quebrado. (Yasmin brincou)
- Nossa, isso é torturante. (Lucas)
- Viu como as mulheres muçulmanas sofrem? (Yasmin)
- Sim, esse é o lado feio do islamismo, mas toda religião tem seu lado ruim. (Lucas)
- Verdade. (Yasmin)
- Viu como as mulheres muçulmanas sofrem? (Yasmin)
- Sim, esse é o lado feio do islamismo, mas toda religião tem seu lado ruim. (Lucas)
- Verdade. (Yasmin)
- Agora me diz, por que apontou aquela parede? Que por sinal, é linda! (Lucas)
- Bem, já ouviu falar que a maior prova de amor do mundo foi o Taj Mahal? (Yasmin)
- Já sim. (Lucas)
- Bem, lhe digo que isso não é verdade. (Yasmin)
- Bem, já ouviu falar que a maior prova de amor do mundo foi o Taj Mahal? (Yasmin)
- Já sim. (Lucas)
- Bem, lhe digo que isso não é verdade. (Yasmin)
- Como assim? (Lucas)
- Essa parede sim foi a maior prova de amor do mundo, nela está escrita uma declaração de amor do Sultão Hasan, pra sua amada Satire. (Yasmin)
- Quem são esses? (Lucas)
- O Sultão foi o dono dessa mesquita e a Satire, seu amor proibido. (Yasmin)
- Amor proibido? (Lucas)
- Sim, ele era um sultão islâmico e ela uma prostituta. Eles se apaixonaram a primeira vista, e dali em diante mantiveram um relacionamento em segredo. Ele um dia tentou fugir com ela, mas seus pais descobriram a tempo e prepararam uma emboscada pra assassiná-la, infelizmente conseguiram. O jovem caiu em uma profunda depressão e enclausurou-se em seus aposentos criando o projeto dessa mesquita. Como ela não era islâmica, ele dedicou apenas essa parede, e segundo os escritos, o ouro era como seus cabelos longos e sedosos e o bronze, sua pele macia e cheirosa, o marrom era sua vestimenta, que lhe cobria de maneira sensual seu corpo, e as frases, eram ditas por ela. (Yasmin)
- Mas essa parede não foi um escândalo? (Lucas)
- Muito, os pais dele ameaçaram derrubar toda a mesquita, mas ele jurou que iria se matar caso isso acontecesse. E os pais dele com medo, não puderam fazer nada. Hoje ela é como um conto de fadas pra todas essas meninas muçulmanas, uma história de amor no Oriente Médio, que segue os padrões de Romeu e Julieta. (Yasmin)
- Então é uma lenda? (Lucas)
- Bem, o sultão existiu e na parede existe essa declaração de amor, mas é um mistério o resto, desde pequena escuto essa história, mas não sei dizer se é verdade. (Yasmin)
- Essas histórias sempre têm finais trágicos. (Lucas)
- Sim! (Yasmin)
- Mesmo assim, elas não deixam de serem mágicas. (Lucas)
- É verdade. (Yasmin respondeu, com um intenso brilho nos olhos)
- Essa parede sim foi a maior prova de amor do mundo, nela está escrita uma declaração de amor do Sultão Hasan, pra sua amada Satire. (Yasmin)
- Quem são esses? (Lucas)
- O Sultão foi o dono dessa mesquita e a Satire, seu amor proibido. (Yasmin)
- Amor proibido? (Lucas)
- Sim, ele era um sultão islâmico e ela uma prostituta. Eles se apaixonaram a primeira vista, e dali em diante mantiveram um relacionamento em segredo. Ele um dia tentou fugir com ela, mas seus pais descobriram a tempo e prepararam uma emboscada pra assassiná-la, infelizmente conseguiram. O jovem caiu em uma profunda depressão e enclausurou-se em seus aposentos criando o projeto dessa mesquita. Como ela não era islâmica, ele dedicou apenas essa parede, e segundo os escritos, o ouro era como seus cabelos longos e sedosos e o bronze, sua pele macia e cheirosa, o marrom era sua vestimenta, que lhe cobria de maneira sensual seu corpo, e as frases, eram ditas por ela. (Yasmin)
- Mas essa parede não foi um escândalo? (Lucas)
- Muito, os pais dele ameaçaram derrubar toda a mesquita, mas ele jurou que iria se matar caso isso acontecesse. E os pais dele com medo, não puderam fazer nada. Hoje ela é como um conto de fadas pra todas essas meninas muçulmanas, uma história de amor no Oriente Médio, que segue os padrões de Romeu e Julieta. (Yasmin)
- Então é uma lenda? (Lucas)
- Bem, o sultão existiu e na parede existe essa declaração de amor, mas é um mistério o resto, desde pequena escuto essa história, mas não sei dizer se é verdade. (Yasmin)
- Essas histórias sempre têm finais trágicos. (Lucas)
- Sim! (Yasmin)
- Mesmo assim, elas não deixam de serem mágicas. (Lucas)
- É verdade. (Yasmin respondeu, com um intenso brilho nos olhos)
Da maneira como foi durante o caminho na ida, foi à volta. Lucas quieto observando Yasmin ler o Alcorão, claro que prestando atenção na direção. Ao chegarem à frente do condomínio de Yasmin, ela educadamente...
- Se quiser subir, tomar alguma coisa! (Yasmin)
Lucas sorriu. A cena estava se repetindo?
- Não vou subir pra tomar alguma coisa, mas pra te acompanhar até a porta. (Lucas respondeu sorrindo e saindo do carro)
Foram andando lado a lado, entraram em silêncio no elevador e assim continuaram. Quando o andar chegou, Yasmin saiu e Lucas segurou a porta do elevador.
- Obrigado mais uma vez, pelo dia inteiro e principalmente pelo banho de cultura que me deu! (Lucas exclamou sorridente)
- Não precisa agradecer, fiz de coração… Tchau! (Yasmin afirmou sorrindo e beijando-o na bochecha)
Lucas suspirou ao vê-la indo na direção de seu apartamento. Pareciam que as palavras ditas por ela, o instigavam a não segurar seus impulsos.
O que lhe impede de fazer o que verdadeiramente você quer?
- Se quiser subir, tomar alguma coisa! (Yasmin)
Lucas sorriu. A cena estava se repetindo?
- Não vou subir pra tomar alguma coisa, mas pra te acompanhar até a porta. (Lucas respondeu sorrindo e saindo do carro)
Foram andando lado a lado, entraram em silêncio no elevador e assim continuaram. Quando o andar chegou, Yasmin saiu e Lucas segurou a porta do elevador.
- Obrigado mais uma vez, pelo dia inteiro e principalmente pelo banho de cultura que me deu! (Lucas exclamou sorridente)
- Não precisa agradecer, fiz de coração… Tchau! (Yasmin afirmou sorrindo e beijando-o na bochecha)
Lucas suspirou ao vê-la indo na direção de seu apartamento. Pareciam que as palavras ditas por ela, o instigavam a não segurar seus impulsos.
O que lhe impede de fazer o que verdadeiramente você quer?
Respirou fundo e fechou os olhos batendo com força a porta do elevador. Yasmin virou-se assustada e quando deu por si, o sentiu puxando-a pela cintura e a fazendo encará-lo. Ela deixou cair no chão o véu e o Alcorão, suas mãos estavam trêmulas.
- L-lucas, não… (Yasmin sussurrou ofegando)
- Eu quero, você quer… (Lucas entre sussurros passou seu nariz no dela)
Ao vê-la fechar os olhos, deixou-se levar pelo o que seu coração queria. Encostou os lábios nos dela e aos poucos foi contornando-os com sua língua. Yasmin parecia relutar, mas foi deixando-se ser levada. Como numa dança, onde o cavalheiro conduz a dama! Encostou-a na parede e sentiu-se extasiado quando percebeu que ela abraçava-o pelo pescoço. Sentiu as pernas tremerem. E assim aprofundou aquele roçar de lábios, numa verdadeira carícia de línguas, onde a calma reinava, mas a paixão ardente acelerava qualquer movimento cauteloso.
Respiração? Já havia ido por água abaixo!
- L-lucas, não… (Yasmin sussurrou ofegando)
- Eu quero, você quer… (Lucas entre sussurros passou seu nariz no dela)
Ao vê-la fechar os olhos, deixou-se levar pelo o que seu coração queria. Encostou os lábios nos dela e aos poucos foi contornando-os com sua língua. Yasmin parecia relutar, mas foi deixando-se ser levada. Como numa dança, onde o cavalheiro conduz a dama! Encostou-a na parede e sentiu-se extasiado quando percebeu que ela abraçava-o pelo pescoço. Sentiu as pernas tremerem. E assim aprofundou aquele roçar de lábios, numa verdadeira carícia de línguas, onde a calma reinava, mas a paixão ardente acelerava qualquer movimento cauteloso.
Respiração? Já havia ido por água abaixo!
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