segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Dança dos Sete Véus
Cento e Oitenta e Dois.

   “Pior do que escutar piadinhas do Taylor, é ser obrigado a se deparar com o fato de que você entregou sua prima de mão beijada. Eu ainda tinha esperanças de que ela desencanasse dele e fosse morar em um convento, mas agora como isso vai ser possível? Eu a fiz perder a moral… Definitivamente, minha prima deixou de ser donzela por minha culpa”

   Lucas foi à procura de Yasmin pelo hotel. Ela preparava-se pra sair quando ele se aproximou.

   - Estava te procurando. (Yasmin falou sorrindo)
   - Que coincidência, eu também. (Lucas afirmou retribuindo o sorriso)
   - Então que horas? (Yasmin)
   - Umas 10 da manhã? (Lucas)
   - Pode ser, assim te levo pra feira pela manhã e almoçamos por lá, aí a tarde podemos ir nos outros lugares. E a Helen? (Yasmin)
   - A Helen? Bem, ela tem um compromisso inadiável. Ficou muito triste, mas não pode ir… (Lucas falou segurando o riso)
   - Sério? (Yasmi9n)
   - Sim, mas não se preocupe. Se quiser, a Helen te empresta uma faca ou spray de pimenta. (Lucas)

   Yasmin engoliu a gargalhada e sorriu timidamente…

   - Amanhã eu passo às 10 na sua casa, não precisa vir pra cá… (Lucas)
   - Lembra o caminho não é? (Yasmin)
   - Se eu esquecer, peço pra Lua me guiar pelo caminho das estrelas e depois você me mostra pelo mapa, com direito a beijo na boca… (Lucas sussurrou perto do ouvido dela e sorriu de maneira sem-vergonha)


   “Vergonha, vergonha, vergonha… Alá, por favor… Onde tem um buraco mais próximo daqui?”

   Yasmin engoliu em seco e sentiu toda sua corrente sangüínea, congelar…

   “Deixá-la desconcertada é a minha nova diversão… Tenho vontade de morder a bochecha dela quando ela fica com essa carinha tímida e, se ela mexer mais alguma vez nessa franja, juro que a pego no colo e encho essa boca linda de beijos. Melhor eu parar por aqui, juro que estou começando a me assustar com tudo isso…”

   - Até amanhã. (Lucas falou sorrindo)
   - A… até! (Yasmin sussurrou completamente envergonhada)

   Completamente desnorteada, desceu um degrau e quase voou pro chão. Estava totalmente fora do ar. Lucas soltou uma gargalhada e ela só não correu pra não demonstrar mais vergonha.

   - Nem ficou com vergonha! (Lucas falou sozinho e rindo)

   Lucas acionou o elevador e subiu para o andar em que estava hospedado. Saiu do andar e foi praticamente jogado pra trás com um chute que quase acertou seu rosto.

   - AI MEU DEUS! (Lucas gritou assustado)

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