A Dança dos Sete Véus
Cento e Oitenta e Seis.
Yasmin virou-se de costas pra ele voltando a andar na direção do elevador. Lucas respirou fundo e deu uma pequena risada. Apesar de achar seu gesto totalmente cafajeste, não conseguiu evitar a olhada pro bumbum dela.
- Gostosa! (Lucas sussurrou ao vê-la entrar no elevador)
- Falou algo? (Yasmin perguntou apertando o botão térreo)
- Não. (Lucas)
Lucas num gesto de cavalheirismo abriu a porta do carro pra ela. Ela sorriu e entrou já colocando o cinto. Lucas entrou pelo outro lado e colocou a chave no contato.
- Bem, agora vai ter que me guiar. (Lucas)
- Tudo bem! (Yasmin)
- Aliás, sabe dirigir? (Lucas)
- Sei. (Yasmin)
- Então, pode vir no meu lugar, é melhor você ir dirigindo. (Lucas)
- Não, acho melhor você ir dirigindo. (Yasmin)
- Por quê? (Lucas)
- Não dirijo há quase dois anos. (Yasmin)
- Sério? (Lucas perguntou surpreso)
- Sim, eu tinha dezenove anos e bem, a última vez que dirigi foi um momento difícil pra mim, sei lá, não consigo mais. (Yasmin)
- Bateu o carro? (Lucas)
- Não! (Yasmin afirmou tensa)
- Não quer falar sobre isso, não é? (Lucas)
- Na verdade é algo que está se aproximando e fico mal com isso! (Yasmin)
- Ok, não vou ficar perguntando o que é, se te faz mal, melhor mudarmos de assunto. (Lucas falou sorrindo e ligando o carro)
Yasmin deu a primeira direção pra ele e Lucas foi seguindo. Quando pararam no primeiro farol, Yasmin respirou fundo. Queria falar, desabafar. Mas não conseguia.
- É verdade que o Cairo tem um trânsito caótico? (Lucas)
- Sim, às vezes supera São Paulo. (Yasmin)
- Então deve ser terrível, mesmo. Porque superar o trânsito de São Paulo, é raridade. (Lucas)
- Gostosa! (Lucas sussurrou ao vê-la entrar no elevador)
- Falou algo? (Yasmin perguntou apertando o botão térreo)
- Não. (Lucas)
Lucas num gesto de cavalheirismo abriu a porta do carro pra ela. Ela sorriu e entrou já colocando o cinto. Lucas entrou pelo outro lado e colocou a chave no contato.
- Bem, agora vai ter que me guiar. (Lucas)
- Tudo bem! (Yasmin)
- Aliás, sabe dirigir? (Lucas)
- Sei. (Yasmin)
- Então, pode vir no meu lugar, é melhor você ir dirigindo. (Lucas)
- Não, acho melhor você ir dirigindo. (Yasmin)
- Por quê? (Lucas)
- Não dirijo há quase dois anos. (Yasmin)
- Sério? (Lucas perguntou surpreso)
- Sim, eu tinha dezenove anos e bem, a última vez que dirigi foi um momento difícil pra mim, sei lá, não consigo mais. (Yasmin)
- Bateu o carro? (Lucas)
- Não! (Yasmin afirmou tensa)
- Não quer falar sobre isso, não é? (Lucas)
- Na verdade é algo que está se aproximando e fico mal com isso! (Yasmin)
- Ok, não vou ficar perguntando o que é, se te faz mal, melhor mudarmos de assunto. (Lucas falou sorrindo e ligando o carro)
Yasmin deu a primeira direção pra ele e Lucas foi seguindo. Quando pararam no primeiro farol, Yasmin respirou fundo. Queria falar, desabafar. Mas não conseguia.
- É verdade que o Cairo tem um trânsito caótico? (Lucas)
- Sim, às vezes supera São Paulo. (Yasmin)
- Então deve ser terrível, mesmo. Porque superar o trânsito de São Paulo, é raridade. (Lucas)
E Yasmin estava certa. Pouco tempo depois lá estavam eles parados no trânsito.
- Será que libera rápido? (Lucas)
- Sim, antes do meio-dia isso melhora, é normal acontecer isso. (Yasmin)
- Que engraçado, eu sempre achei que no Egito só existia deserto e pirâmide e olha com o que me deparo? Com trânsito de cidade grande. (Lucas afirmou rindo)
- É sempre assim, existem lugares no qual não acreditamos que é uma cidade de verdade, por exemplo, a Grécia. Eu ainda acho que eles usam aquela coroa de louros e as roupas que pareciam lençóis amarrados. (Yasmin falou sorrindo)
- Olha que coincidência, também penso assim! (Lucas)
E assim Yasmin olhou para a janela e perdeu-se em pensamentos. Passados alguns minutos, andaram pouco mais de 1 quilômetro e Yasmin permanecia calada.
- Ficou quieta de repente. (Lucas)
- Já disse pra você uma vez que às vezes eu desligava do mundo. (Yasmin)
- Você desliga e fica pensando em alguma coisa especifica? (Lucas)
- Não. (Yasmin)
- Hum. (Lucas)
Mais uma vez, silêncio… Yasmin disfarçadamente olhou pra Lucas. Sorriu observando a maneira que ele piscava e o jeito que tamborilava os dedos na direção do carro. Ela sabia que poderia falar. Talvez, ele passasse uma segurança pra ela poder colocar pra fora a explicação de um trauma.
- A última vez que eu dirigi foi no dia que meu pai morreu. (Yasmin confessou mexendo nas mãos)
- Que? (Lucas perguntou olhando-a)
- Será que libera rápido? (Lucas)
- Sim, antes do meio-dia isso melhora, é normal acontecer isso. (Yasmin)
- Que engraçado, eu sempre achei que no Egito só existia deserto e pirâmide e olha com o que me deparo? Com trânsito de cidade grande. (Lucas afirmou rindo)
- É sempre assim, existem lugares no qual não acreditamos que é uma cidade de verdade, por exemplo, a Grécia. Eu ainda acho que eles usam aquela coroa de louros e as roupas que pareciam lençóis amarrados. (Yasmin falou sorrindo)
- Olha que coincidência, também penso assim! (Lucas)
E assim Yasmin olhou para a janela e perdeu-se em pensamentos. Passados alguns minutos, andaram pouco mais de 1 quilômetro e Yasmin permanecia calada.
- Ficou quieta de repente. (Lucas)
- Já disse pra você uma vez que às vezes eu desligava do mundo. (Yasmin)
- Você desliga e fica pensando em alguma coisa especifica? (Lucas)
- Não. (Yasmin)
- Hum. (Lucas)
Mais uma vez, silêncio… Yasmin disfarçadamente olhou pra Lucas. Sorriu observando a maneira que ele piscava e o jeito que tamborilava os dedos na direção do carro. Ela sabia que poderia falar. Talvez, ele passasse uma segurança pra ela poder colocar pra fora a explicação de um trauma.
- A última vez que eu dirigi foi no dia que meu pai morreu. (Yasmin confessou mexendo nas mãos)
- Que? (Lucas perguntou olhando-a)
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