quarta-feira, 7 de março de 2012

A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Cinquenta e Três.

   - QUE BILHETE É ESSE? (Bruna gritou jogando o bilhete em cima do sofá)
   - Pare de escândalos. (Lucas afirmou sério)
   - O que faço? (um dos seguranças perguntou à Fátima)
   - Pode voltar pra portaria, não se preocupe querido. (Fátima)
   - Tem certeza, senhora? (o segurança)
   - Sim, pode ir e obrigada! (Fátima completou descendo toda a escada)
   - Qualquer coisa me chame e com licença. (o segurança)

   Dos olhos de Bruna, pareciam sair pequenas faíscas. Estava com ódio, era visível.

   - Olhe o seu estado, isso não é bom para o bebê. (Fátima)
   - CALA A BOCA MALDITA! (Bruna)
   - Não fale dessa maneira com a minha mãe, NÃO ADMITO. (Lucas estourou)
   - Sem gritaria os dois! Bruna o que faz aqui essa hora? E dando escândalos? Volte amanhã e converse de maneira civilizada. (Fátima)
   - NÃO VOU SAIR. (Bruna)
   - Para de gritar aqui na minha casa. (Fátima pediu sem paciência)
   - NÃO PARO DE GRITAR ATÉ QUE ME EXPLIQUE ESSE BILHETE! (Bruna)
   - Explico claro, já tinha te avisado, inclusive quis conversar, mas você me ignorou e saiu, talvez pra encontrar com seu amiguinho da noite passada, enfim, acabou esse ensaio de casamento… (Lucas)


   Nada mais foi dito, Bruna deu as costas e saiu da sala sem pronunciar uma palavra. Lucas e Fátima se olharem incrédulos. Tanto escândalo, gritos, histeria e má educação pra na hora que ela poderia dar um show, simplesmente vira e sai sem falar um pio.

   - Você entendeu alguma coisa? (Fátima perguntou olhando para o filho)
   - Entendi sim. Preferia que ela tivesse a atitude que teve quando chegou, porque agora ela vai me pegar pelas costas, totalmente desprevenido. (Lucas murmurou preocupado)
   - Toda cobra é traiçoeira. (Fátima)
   - Mas seja o que Deus quiser. (Lucas)
   - Vai dar tudo certo, meu amor! (Fátima)
   - Vai dar mãe, eu confio que vai. (Lucas)

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