sábado, 3 de março de 2012

A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Trinta e Cinco.

   Yasmin respondeu negando com a cabeça. Lucas sorriu e beijou-a mais uma vez. Quando entrou no carro…

   - Aleluia, achei que ia fazer a menina emagrecer de tanto dar uns amassos. (Helen falou rindo)
   - Boba. (Lucas)
   - Agora me conta tudo. (Helen)
   - Estou apaixonado. (Lucas confessou)

   Helen arregalou os olhos. Não esperava uma confissão dessas.

   - Você está falando sério? (Helen)
   - Nunca falei tão sério em toda a minha vida. (Lucas falou suspirando)
   - Mas o que pretende fazer? Lucas, você me pegou desprevenida. (Helen)
   - Também fui pego desprevenido, mas não pude evitar, ela me encantou desde o primeiro instante em que a vi. (Lucas)
   - Primo, eu não acredito. Tudo bem que ela é fofa, linda e super gente boa, mas percebe que vai sofrer com isso? (Helen)
   - Eu sei disso, sei que corro milhões de riscos, mas eu quero ficar com ela, Helen. (Lucas)
   - E ela? (Helen)
   - Também… (Lucas)
   - Eu não sei nem o que te aconselhar, até porque eu sempre quebro a cara com relação ao amor, mas se vai ser feliz assim, só tenho que desejar muita felicidade. (Helen)
   - Obrigado, Helenzinha. (Lucas)
   - Mas me diz uma coisa, o que vai fazer com a Bruna e com o tio? (Helen)
   - Eu estava pensando em agüentar até o nascimento do meu filho. (Lucas)
   - Estava? (Helen)
   - É, estava… Mas acabei de tomar uma decisão. (Lucas)
   - Qual? (Helen)
   - Não se prorroga infelicidade. Não vou deixar pra depois o que posso fazer agora. Vou chegar no Brasil e pedir o divórcio pra Bruna. (Lucas)

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