A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Vinte e Nove.
Yasmin engoliu em seco. Não estava nem um pouco preparada pra escutar tal coisa. Apaixonado? Por ela? Parecia que havia escutado demais. Parecia uma alucinação. Ele era de um nível oposto ao dela, religião, pensamento, filosofia. Eram diferentes em diversos aspectos, mas desde o primeiro momento em que se viram, a química carnal se fez presente e talvez o que de fato teria que acontecer, a química sentimental. Aquela velha história de amor à primeira vista. Amor? Paixão? Qual a confusão que de verdade afeta o coração de duas pessoas que ao se verem, já sentem o formigamento nas mãos, a moleza nas pernas, a respiração falha, o coração acelerado? O medo.
- Lucas... (Yasmin sussurrou)
- Não fala nada, sei que te assustei muito. Desculpa. (Lucas)
- Eu não esperava. (Yasmin sussurrou respirando fundo)
- Eu também não esperava chegar em um país e me apaixonar por alguém, mas mesmo que eu esteja sendo muito precipitado, eu acredito que seja de verdade. Não estou blefando. (Lucas confessou)
E um ponto positivo pra toda essa revelação. A autoconfiança e a coragem haviam aumentado cem por cento em Lucas. Talvez ela fosse o segredo pra ele poder se libertar da dependência.
- Lucas... (Yasmin sussurrou)
- Não fala nada, sei que te assustei muito. Desculpa. (Lucas)
- Eu não esperava. (Yasmin sussurrou respirando fundo)
- Eu também não esperava chegar em um país e me apaixonar por alguém, mas mesmo que eu esteja sendo muito precipitado, eu acredito que seja de verdade. Não estou blefando. (Lucas confessou)
E um ponto positivo pra toda essa revelação. A autoconfiança e a coragem haviam aumentado cem por cento em Lucas. Talvez ela fosse o segredo pra ele poder se libertar da dependência.
- Não acho que esteja blefando, não quis dizer isso. (Yasmin)
- Sei que não quis dizer isso, estou apenas lhe deixando claro. Se eu quisesse apenas transar com você, teria falado antes. (Lucas)
- Não estou pensando isso, se estivesse eu nem teria feito nada com você. (Yasmin)
- Mas eu preciso deixar claro essas coisas pra você. Você não é qualquer uma Yasmin, você foi criada em uma religião na qual eu estaria sendo o mais desgraçado de fazer isso com você. Entende aonde quero chegar? (Lucas)
- A escolha foi minha, se eu vivesse a ferro e a fogo a minha religião, eu jamais teria vindo pra outro país, sozinha, trabalhar numa profissão que é julgada como de uma prostituta no Islamismo. Nunca andaria pelas ruas mostrando os cabelos ou deixaria um homem entrar em minha casa. Você entende que se estou aqui na sua frente, vestindo essa camisola curta é porque eu escolhi e quero isso? (Yasmin confessou)
Yasmin sempre fora corajosa. Falava abertamente seus sentimentos pra qualquer um que fosse, até mesmo para seus parentes mais radicais. Nunca teve papas na língua, algo que de certa forma já a prejudicou bastante, mas sua maneira e sua personalidade transparente de algum jeito era a segurança que Lucas precisava encontrar em uma mulher. Coisa que jamais encontrou em nenhuma outra.
- Eu entendo e sei que você queria. (Lucas falou sorrindo e mexendo na franja dela)
Era bom escutar uma espécie de declaração. Mesmo que indireta.
- Fica junto comigo? (Lucas perguntou descendo as mãos para as bochechas dela)
- Eu não sei. (Yasmin respondeu abaixando as mãos dele)
- Não quer? (Lucas)
- A verdade? (Yasmin)
- Sempre. (Lucas)
- Quero, mas… (Yasmin)
- Mas? (Lucas)
- Tenho medo. (Yasmin)
- Sei que não quis dizer isso, estou apenas lhe deixando claro. Se eu quisesse apenas transar com você, teria falado antes. (Lucas)
- Não estou pensando isso, se estivesse eu nem teria feito nada com você. (Yasmin)
- Mas eu preciso deixar claro essas coisas pra você. Você não é qualquer uma Yasmin, você foi criada em uma religião na qual eu estaria sendo o mais desgraçado de fazer isso com você. Entende aonde quero chegar? (Lucas)
- A escolha foi minha, se eu vivesse a ferro e a fogo a minha religião, eu jamais teria vindo pra outro país, sozinha, trabalhar numa profissão que é julgada como de uma prostituta no Islamismo. Nunca andaria pelas ruas mostrando os cabelos ou deixaria um homem entrar em minha casa. Você entende que se estou aqui na sua frente, vestindo essa camisola curta é porque eu escolhi e quero isso? (Yasmin confessou)
Yasmin sempre fora corajosa. Falava abertamente seus sentimentos pra qualquer um que fosse, até mesmo para seus parentes mais radicais. Nunca teve papas na língua, algo que de certa forma já a prejudicou bastante, mas sua maneira e sua personalidade transparente de algum jeito era a segurança que Lucas precisava encontrar em uma mulher. Coisa que jamais encontrou em nenhuma outra.
- Eu entendo e sei que você queria. (Lucas falou sorrindo e mexendo na franja dela)
Era bom escutar uma espécie de declaração. Mesmo que indireta.
- Fica junto comigo? (Lucas perguntou descendo as mãos para as bochechas dela)
- Eu não sei. (Yasmin respondeu abaixando as mãos dele)
- Não quer? (Lucas)
- A verdade? (Yasmin)
- Sempre. (Lucas)
- Quero, mas… (Yasmin)
- Mas? (Lucas)
- Tenho medo. (Yasmin)
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