segunda-feira, 26 de março de 2012

A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Sessenta e Sete.

   Dizem que quando viramos a página de um acontecimento, talvez novas coisas e novos ares surjam.

   Alguns dias depois...

    Lucas olhava pela janela do carro àquelas construções, abobalhado. Eram de uma modernidade absoluta e de uma engenharia impecável. Era surreal olhar aquilo tudo de perto. Sem sombra de dúvidas, a pessoa responsável pelo projeto de tudo àquilo é um gênio. Saiu do táxi com seu pai à frente de um belíssimo e luxuoso hotel. Assim como tudo que tinha em Dubai. Haviam chegado naquela mesma tarde, Jorge iria negociar um contrato com uma empresa dos Emirados Árabes pra uma nova instalação de seus hotéis ali. Seria um grande passo na carreira de empresário dele, mais um de muitos que ele já havia dado. Mas ter um hotel em Dubai seria alcançar grandes conquistas, afinal o ícone do luxo em lugar, seria ali sem dúvida.

   - To impressionado com tudo desse local. (Jorge sussurrou)
   - Eu também. Parece que é uma maquete gigante, sei lá. É muito fora do normal! (Lucas)
   - Demais! (Jorge)

   Enquanto entravam no hotel e resolviam sobre a hospedagem na recepção, Lucas ia lembrando da séria conversa que havia tido com Bruna, depois que ela recuperou-se no hospital.


   Bruna demonstrava uma frieza total ao submeter-se a uma ultra-sonografia que mostraria o sexo do bebê. Também pra terem certeza de que tudo estava bem depois do ocorrido. Lucas observava tudo do lado, de cara fechada, mas com uma emoção fora do normal ao ver o bebê.

   - Hoje ele facilitou a nossa vida! Vejam aqui… (o médico falou sorridente enquanto apontava onde apareciam as imagens do bebê)

   Lucas aproximou-se e seguiu com os olhos até onde o médico apontava. Sentiu o coração acelerar ao perceber o que era aquilo.

   - Isso é…? (Lucas perguntou emocionado)
   - Sim… É um órgão sexual masculino. É um menino, parabéns! (o médico)

   Lucas sentiu uma felicidade fora do normal. Seu filho seria um menino, uma miniatura dele. Deus, não se agüentava de tanta alegria. Mas ao olhar pra Bruna, pareceu que em segundos sua felicidade broxou. Ela olhava as unhas e pra janela… Sem ânimo algum ao descobrir o sexo de seu filho. Coisa que preenchia de emoção todas as mulheres que descobriam. O médico os deixou a sós, achava que o jovem casal iria comemorar tal coisa, mesmo depois da tal tentativa de suicídio. Mal sabia a crise por qual eles passavam…

   - Não vai demonstrar nem um pouquinho de felicidade. Sei lá, tenta um sorriso falso. (Lucas disparou)

   Já estava com ela entalada pela garganta. Não estava se importando nem um pouco com o fato dela estar em cima de uma cama de hospital, pálida feito um fantasma e com todo quadro que havia apresentado. Ele sabia que aquilo era mais uma tentativa dela de manipulá-lo.

   - Quer que eu dê um sorrisinho falso? (Bruna perguntou em tom de ironia)
   - Ok, vejo que já está bem. Então podemos conversar sobre toda essa situação. (Lucas)
   - Pode falar. (Bruna)
   - Não vai me fazer mudar de idéia com essa tentativa de suicídio, ou sabe-se lá o que tentou… Cansei das pessoas me manipularem, cansei de tudo. Chegou a hora de eu provar que sou homem e não o banana que tantas vezes você me jogou na cara. Não vou voltar pra essa farsa de casamento e se você tentar mais alguma coisa, eu vou à polícia e na justiça. Porque você fazendo isso prejudica a vida do meu filho, se você não se importa com ele, eu me importo. (Lucas despejou)

   - Ah claro se importa muito, tanto que deu uma de “o macho do século” e quis provar que tem atitude. Faça-me o favor… Vai até quando com essa de que ninguém mais te manipula? Até um cara vir e te peitar, pra você correr pra barra da saia da mamãe ou pro seu papai contratar matadores de aluguel e acabar com a raça desse cara? Agora me diz, o que te fez mudar tanto? Hein? (Bruna falou com sarcasmo)
   - A primeira coisa que me fez acordar foi casar com um lixo de pessoa, isso me fez cair na real e sentir nojo de seres humanos assim como você. (Lucas)
   - Ah isso é a primeira coisa… Então significa que tem uma segunda coisa, me deixa pensar, uma mulher? (Bruna)
   - Te garanto que até uma prostituta tem mais valor que você, porque elas ainda fazem isso pra sustentar família e tal… Então se for mulher, é bem mais digna que você. (Lucas)
   - Ah então é uma mulher! (Bruna sorriu debochada)
   - Já sabe, tenta fazer mais alguma coisa e vai direto pro tribunal. (Lucas falou virando as costas e saindo do quarto enquanto escutava os gritos histéricos de Bruna)

   Lucas suspirou, saiu dali com um peso a menos nas costas, mas ainda tinha medo do que ela poderia ser capaz de fazer contra seu filho.

   - Vamos subindo? (Jorge perguntou quando terminaram de fazer o check-in na recepção)
   - Vamos. (Lucas)

Um comentário:

  1. Amei seu jeito de escrever a fanfic!
    Totalmente diferente de tantas que já ví! É completa, ensina e faz viajar na história! Vc escreve muito bem!!!
    Por favor continue, estou curiosa demais!!!
    Bjus!!!!

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