A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Quarenta e Oito.
São Paulo.
Helen e Lucas, assim como todos os passageiros, tiveram que colocar as máscaras de proteção na hora de desembarcarem. Conseqüência da epidemia de Gripe Suína. No saguão Lucas avistou Bruna com uma máscara no rosto e não pôde evitar de olhar pra barriga dela, agora bem saliente. Sentiu um aperto no coração. Estava de volta pra casa e pra sua vida de casado… Bem, vida que ele daria um ponto final!
Helen e Lucas, assim como todos os passageiros, tiveram que colocar as máscaras de proteção na hora de desembarcarem. Conseqüência da epidemia de Gripe Suína. No saguão Lucas avistou Bruna com uma máscara no rosto e não pôde evitar de olhar pra barriga dela, agora bem saliente. Sentiu um aperto no coração. Estava de volta pra casa e pra sua vida de casado… Bem, vida que ele daria um ponto final!
Bruna e Lucas seguiram pra casa, já que Helen foi com os pais que também a esperavam no aeroporto. Ao entrar no apartamento, Lucas suspirou pesadamente. Nunca havia ficado tão frustrado ao voltar de uma viagem. Foi arrastando as malas até o quarto. Bruna o seguia sorridente.
- Há muito tempo está tendo essa gripe? (Lucas)
- Não viu nos noticiários? (Bruna perguntou espantada)
- Vi pouca coisa, mas nem prestei atenção direito, não fazia idéia da gravidade. (Lucas)
- É bem sério. (Bruna)
- Com você está tudo bem não é? (Lucas)
- Sim, está. Melhor agora que você voltou. Viu como cresceu? (Bruna falou sorrindo e pegando a mão de Lucas, em seguida colocou no ventre dela)
Ele engoliu em seco e sentiu o coração acelerado. Tudo iria desmoronar sobre sua cabeça. Tudo!
- Vi sim, está bem grande já. (Lucas respondeu sorrindo tímido)
- Tentei descobrir o sexo, mas o bebê estava com a perninha cruzada, então não teve como. (Bruna)
Lucas sorriu pensativo. Bruna aproximou-se dele e num vacilo, deu um selinho nele. Ia aprofundar o beijo…
- Me espera, Odalisca que eu vou te fazer feliz… (Lucas)
- Há muito tempo está tendo essa gripe? (Lucas)
- Não viu nos noticiários? (Bruna perguntou espantada)
- Vi pouca coisa, mas nem prestei atenção direito, não fazia idéia da gravidade. (Lucas)
- É bem sério. (Bruna)
- Com você está tudo bem não é? (Lucas)
- Sim, está. Melhor agora que você voltou. Viu como cresceu? (Bruna falou sorrindo e pegando a mão de Lucas, em seguida colocou no ventre dela)
Ele engoliu em seco e sentiu o coração acelerado. Tudo iria desmoronar sobre sua cabeça. Tudo!
- Vi sim, está bem grande já. (Lucas respondeu sorrindo tímido)
- Tentei descobrir o sexo, mas o bebê estava com a perninha cruzada, então não teve como. (Bruna)
Lucas sorriu pensativo. Bruna aproximou-se dele e num vacilo, deu um selinho nele. Ia aprofundar o beijo…
- Me espera, Odalisca que eu vou te fazer feliz… (Lucas)
No reflexo, Lucas afastou-a.
- Por que me afastou? (Bruna)
- Bruna… (Lucas)
- Vai começar com a história de casamento falido, de aparências e não sei o que mais? (Bruna)
- Precisamos conversar. (Lucas falou sério)
- Sobre o que? Sua lamentação de sempre? Sério, estou cansada. Eu tento te receber bem, ser agradável e tentar algo pra salvar nosso casamento, mas você não colabora. (Bruna esbravejou)
- Por essas razões devemos conversar. (Lucas)
- Não vou ficar repetindo a conversa de sempre, não mesmo. (Bruna afirmou impaciente)
- Bruna, por favor… (Lucas pediu)
- Eu me estressei com você, sério. Prefiro conversar depois. (Bruna)
- Quero agora! (Lucas falou firme)
- Eu não. (Bruna murmurou irritada e indo na direção do closet, em seguida entrou no banheiro)
Lucas suspirou irritado. Dois minutos de conversa civilizada com Bruna, era tempo demais. Mas estava decidido. Aquela conversa seria hoje, pensou durante todas as quase vinte horas de viagem sobre o assunto. Não poderia mais insistir naquele casamento. E mesmo que Bruna ficasse horas dentro do banheiro, ele a esperaria ali sentado na cama, suando frio de nervoso, pois estava prestes a dar um passo importante em sua vida, que o faria feliz, mas ao mesmo tempo, transformaria sua vida em um inferno, mas esse “inferno”, era quase remoto perto do fato de ser casado com Bruna, uma mulher que nunca sequer amou.
- Bruna… (Lucas)
- Vai começar com a história de casamento falido, de aparências e não sei o que mais? (Bruna)
- Precisamos conversar. (Lucas falou sério)
- Sobre o que? Sua lamentação de sempre? Sério, estou cansada. Eu tento te receber bem, ser agradável e tentar algo pra salvar nosso casamento, mas você não colabora. (Bruna esbravejou)
- Por essas razões devemos conversar. (Lucas)
- Não vou ficar repetindo a conversa de sempre, não mesmo. (Bruna afirmou impaciente)
- Bruna, por favor… (Lucas pediu)
- Eu me estressei com você, sério. Prefiro conversar depois. (Bruna)
- Quero agora! (Lucas falou firme)
- Eu não. (Bruna murmurou irritada e indo na direção do closet, em seguida entrou no banheiro)
Lucas suspirou irritado. Dois minutos de conversa civilizada com Bruna, era tempo demais. Mas estava decidido. Aquela conversa seria hoje, pensou durante todas as quase vinte horas de viagem sobre o assunto. Não poderia mais insistir naquele casamento. E mesmo que Bruna ficasse horas dentro do banheiro, ele a esperaria ali sentado na cama, suando frio de nervoso, pois estava prestes a dar um passo importante em sua vida, que o faria feliz, mas ao mesmo tempo, transformaria sua vida em um inferno, mas esse “inferno”, era quase remoto perto do fato de ser casado com Bruna, uma mulher que nunca sequer amou.
Mas parecia que Bruna queria brincar com a cara dele, ao ponto de deixá-lo cansado. Irritado, arrastou uma de suas malas e seu notebook para outro quarto. Precisava de um banho, precisava relaxar. Não iria desfazer mala alguma, pois sua intenção era sair daquele apartamento o mais rápido possível, mas precisava de alguma roupa. Mas antes de entrar em um banho, pegou sua carteira e de lá tirou um papelzinho. Pegou seu celular e sentou-se na cama.
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