A Dança dos Sete Véus
Trezentos e Quatorze.
- Tudo havia se agravado? Mas não foi apenas por isso? (Jorge perguntou intrigado)
- Não foi por isso. Aliás, duvido até do tombo… (Doutor Simões afirmou com sinceridade)
- Como assim? (Lucas)
- A Bruna não teve uma fratura no corpo. A escada que ela supostamente rolou provocaria ossos quebrados e muitos hematomas. (Doutor Simões)
- Bruna, o que houve? Me fala, PELO AMOR DE DEUS. (Lucas)
- E-eu caí… (Bruna choramingou com a mão no ventre)
- COMO? COMO? (Lucas perguntou desesperado)
- O-olha… meu c-celular. (Bruna falou num fio de voz)
Os flashes insistiam em voltar e Lucas tentava entender tudo o que o médico falava, e associava com as imagens que tinha visto.
- Mas… (Jorge)
- Sei que tudo parece muito estranho, mas pra nós também não tem explicação uma mentira dessas… mas… (Doutor Simões)
- Fala tudo de uma vez, Doutor. Por favor… (Lucas implorou temendo coisas mais graves)
- Tombo descartado. Aí vocês com certeza vão me perguntar a causa dos problemas do bebê e da morte. (Doutor Simões)
- Certamente. (Jorge afirmou com certa perplexidade no rosto)
- Ele sofria de Cardiomegalia, que é o aumento anormal do coração. Mas isso tem cura e não seria nossa maior dor de cabeça… mas existiam tantas complicações como falta de oxigênio no cérebro e também anomalias no sistema urinário. (Doutor Simões)
- É algum problema genético? (Jorge)
- Não… (dando uma pausa) é provocado pelo uso de entorpecentes, mais precisamente cocaína. (Doutor Simões)
Jorge e Lucas arregalaram os olhos.
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