A Dança dos Sete Véus
Trezentos e Dez.
Lucas passou a mão no rosto molhado e adentrou na sala da mansão de seus pais. Sua aparência estava deplorável e seu ânimo esgotado. O rosto de bebê havia sido tomado por uma angustia interminável.
- Graças a Deus você chegou, querido! (Fátima exclamou angustiada e levantando do sofá para abraçá-lo)
Helen estava parada observando a cena, acariciando sua barriga de pouco mais que quatro meses. Estava já com uma saliência visível e feliz por já saber que em seu ventre, carregava uma pequena garotinha. Mas infeliz, pela situação que via seu primo passar.
- E-eu to tão perdido! (Lucas murmurou sentando no sofá)
Em outras ocasiões, Fátima gritaria por ele estar sentado em seu sofá, sendo que estava molhado de chuva e com algumas manchas de barro em sua roupa.
- Estamos aqui do seu lado, meu amor! (Fátima)
- Estamos t-todos do seu lado, bebê! (Helen exclamou com a voz embargada e sentando ao lado dos dois)
- Eu só t-tenho você a-agora, pequena! (Lucas sussurrou tocando as mãos na barriga de Helen)
E como aquele bebê que sempre fora intitulado, Lucas deitou a cabeça no colo da prima e não conseguiu conter o que sempre fora difícil pra ele soltar: as lágrimas.
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