sábado, 5 de janeiro de 2013

A Dança dos Sete Véus
Trezentos e Dois.

   Taylor e Jorge entraram sorridentes no hall do hotel, haviam conseguido resultados satisfatórios nas reuniões que tiveram. Mais progresso no império que Jorge havia construído e cada vez mais satisfação e orgulho pra ele que, hoje, já via o filho mais interessado em tudo aquilo que também era dele.


   - O Lucas volta hoje? (Taylor)
   - À noite, acho… Depois ligo pra ele. Mas eu converso mesmo com ele sobre tudo o que resolvemos, lá no Brasil. É melhor, mais calmo. (Jorge)
   - Vocês voltam amanhã não é? (Taylor)
   - Vamos à noite. (Jorge)
   - Será que ainda tem passagem pra esse voo? (Taylor)
   - Por quê? (Jorge)
   - Eu vou pro Brasil. (Taylor)
   - Você ta escalado pra ir pra lá agora? (Jorge)
   - Não. Eu vou por causa da Helen. (Taylor murmurou sem graça)
   - Ah, entendi. (Jorge)
   - Tem como eu ir? (Taylor)
   - Não acredito que depois de tanto tempo sendo meu braço direito, você ainda pede uma coisa dessas. Óbvio que pode, mas acho melhor você ligar agora pra confirmar se ainda tem passagem. (Jorge)
   - Claro que eu peço, é meu trabalho e não posso ficar abandonando do nada por motivos pessoais. Tenho que ter responsabilidade quanto a isso, mas o assunto é sério demais, preciso resolver. (Taylor)

   - Pode ficar tranqüilo, resolve suas coisas e depois você volta. (Jorge)

   - Obrigado! (Taylor)
   - Hei hei… Vocês demoraram demais, caramba. Venham! (Letícia chegou esbaforida pegando a mão dos dois e os arrastando dali)

   Marcelo observava de longe a cena. Sabia que dali sairia sua demissão. Suspirou inconformado e com um ódio instalado dentro de si que, por incrível que pareça, não era por Letícia e nem por sua esposa. Era por Yasmin, pois ele sabia que era devido à super proteção de Lucas por ela, que Letícia estava ali. Ela havia ganhado aquela batalha, pois ele já se considerava um ex-funcionário daquele hotel, mas a guerra ela não iria vencer, nem que ele tivesse que usar de medidas mais drásticas e não descartava nenhuma possibilidade, nem as mais trágicas.

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