terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Dança dos Sete Véus
Trezentos e Quinze.

   Ok, Lucas sabia do envolvimento dela com drogas, mas ela havia garantido pra ele que durante a gestação não tinha ingerido nenhum entorpecente. Deus, ela era uma inconsequente.

   - Cocaína? (Jorge perguntou perplexo)
  - E no dia da queda fictícia, foi encontrado no organismo dela uma quantia razoável de ecstasy. (Doutor Simões)

   Cada coisa falada pelo médico parecia aumentar a bola de neve que estava estacionada sobre a cabeça de Lucas. Ele havia errado, piorou a coisa e muito.

   - Então a morte dele foi por culpa da Bruna? (Jorge perguntou com um tom de voz chateado)
   - Não posso afirmar se foi intencional, já que o usuário de drogas sofre por esse vício. Não sei a que ponto ela tentou se livrar disso na gestação, mas sim… Intencional ou não, ela foi a culpada. (Doutor Simões)

   Lucas deu um longo suspiro.

   - Tem outra coisa… (Doutor Simões)
   - Mais? (Jorge)
   - Infelizmente… estou me sentindo péssimo por ser porta-voz de coisas tão tristes, mas eu acho que o Lucas tem o direito de saber disso. (Doutor Simões)
   - Pode falar. Nada mais me choca. (Lucas)

   Mais uma ilusão.

   - Quando ele nasceu, foi preciso sangue e você foi o primeiro doador. Se tratando do caso em questão, precisávamos saber o nível de compatibilidade entre vocês. E foi descoberto que… (Doutor Simões)
   - Que? (Lucas)
   - Ele não era seu filho. (Doutor Simões)

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