terça-feira, 3 de julho de 2012

A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Setenta e Três.

   O rapaz virou o corpo e saiu andando pra direção contrária de Yasmin. A morena respirava ofegante e sentia como seus olhos já estavam marejados e seu queixo tremia. Queria chorar de ódio. Nunca teve tanta gana de matar alguém, como tinha com Marcelo. Ele era o inferno que mais uma vez insistiam em colocar em seu caminho. Parecia uma sina na vida de Yasmin, sempre tinha alguém pra tirar a sua paz. E as palavras “vai pagar”, pareciam gritar em sua mente como um tormento. Isso a deixava temerosa e acabara de se arrepender da bofetada dada, pois sabia que ele iria infernizá-la ainda mais.

   Chegou meia hora depois no hotel. Na recepção encontrou-se novamente com o olhar gélido e cheio de maldade de Marcelo. Parecia perseguição! Engoliu em seco ao ver o sorriso cheio de malícia e ódio. Mas ergueu a cabeça e respirou fundo. Já havia passado por todos os obstáculos de seu caminho, não seria nessa pedra que iria tropeçar.

  - Hei pequena, sentiu minha falta pela manhã? (Anaíra perguntou abraçando-a, quando a encontrou no corredor)
   - Li o bilhete, saiu cedo demais. (Yasmin murmurou sem vontade)
   - O que houve? (Anaíra)
   - Nada… Só estou com um pouco de dor de cabeça. (Yasmin)
   - Toma algum remédio, porque você tem que estar magnífica pra hoje à noite. Vamos arrasar nesse coquetel! (Anaíra exclamou animada)
   - Espero que acabe cedo, porque estou cansada demais. (Yasmin)
   - Amiga, esse final de semana você folga, se acalma que hoje já é quinta. (Anaíra)
   - Há quase duas semanas eu não folgo, sério não agüento mais essas escalas que aquele imbecil do Marcelo faz! Ele faz de tudo pra infernizar a minha vida. (Yasmin esbravejou irritada)
   - Hei, calma… Calma! Vai deixá-lo afetar a sua energia dessa maneira? (Anaíra)
   - Eu não agüento mais esse cara. (Yasmin murmurou chorosa)
   - Não agüentamos mais, querida. Mas não se preocupe que nada é eterno. Já estou fazendo um monte de simpatias pra esse cara vazar daqui. (Anaíra falou rindo)
   - Só você pra me fazer rir. (Yasmin sussurrou sorrindo)
   - Sou a alegria do mundo. Esquece esse cara e vamos pensar que hoje vai ter festa. Ouvi falar que vai ser liberado pra gente todas aquelas bebidas deliciosas e ainda vamos poder dançar e nos divertir. (Anaíra)
   - Sério? (Yasmin)
  - Ta, eu exagerei um pouco, mas você sabe que no final a festinha sempre fica para os funcionários. (Anaíra)
   - Sua doida. (Yasmin)
   - E ainda vamos ter a presença do bonitão novamente, fala se não vou puxar aquele pedaço de mau caminho pra dançar. (Anaíra)
   - Que bonitão? (Yasmin)

   Anaíra ia responder, quando foram surpreendidas por Letícia.

   - Yasmin? (Letícia)
   - Oi! (Yasmin)
   - Posso falar um instante com você? (Letícia)
   - Pode sim… Nana depois nos falamos! (Yasmin)
   - Tchauzinho. (Anaíra exclamou sorrindo e acenando pra Letícia)

   Estavam sentadas na sala de reuniões e pela tensão de Letícia, Yasmin sabia que se tratava de um assunto sério.

   - Yasmin, sei que esse assunto é de extremo incomodo pra você, ainda mais como aconteceram as coisas, mas preciso tratar disso. Prometi ao Lucas que ia solucionar esse caso e acabei relaxando nos últimos dias, mas preciso retomar novamente… (Letícia)
   - O que houve? (Yasmin perguntou preocupada)
   - Aquela história sobre prostituição, que seu nome foi envolvido. Enfim, sabemos que você não faz parte desse rolo, que foi envolvida injustamente pelo Marcelo, mas preciso que me ajude. (Letícia)
   - Que tipo de ajuda? (Yasmin)

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