A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Noventa e Um.
Lucas sorriu olhando-a nos olhos e carinhosamente lhe beijou os lábios. Yasmin arrumou o vestido e sentou-se na areia da praia perdendo os pensamentos ao olhar o mar. Ele abraçou-a por trás e a fez encostar a cabeça em seu tórax.
- Sabe, eu adoro ficar em silêncio na frente do mar. É gostoso escutar o barulho das ondas batendo contra as águas. (Lucas confessou respirando fundo)
- O mar é reflexivo. Ele ao mesmo tempo em que te faz bem, te deixa melancólico. (Yasmin)
- Por que está dizendo isso? (Lucas)
- Me bateu uma melancolia de repente. Nunca contei a ninguém isso, mas eu sinto quando as coisas não vão bem! (Yasmin respondeu desencostando a cabeça do peito dele e virando à sua frente)
- Nem pensa nessas coisas. Está tudo bem entre você e eu e continuará estando. (Lucas falou pegando-a pelo rosto e lhe beijando a testa, em seguida encostou novamente a cabeça dela em seu tórax)
Yasmin suspirou e fechou os olhos desfrutando do cafuné que ele lhe fazia nos cabelos. Sorria despercebidamente e seu coração, explodia de um sentimento novo. Alguns minutos depois de todo o silêncio, Lucas sussurrou baixinho no ouvido dela.
- Está com sono? (Lucas)
- Um pouquinho. (Yasmin)
- Quer subir agora? (Lucas)
- Acho melhor, senão vamos acabar dormindo aqui. (Yasmin respondeu sorrindo e desencostando-se dele)
- Não que seria mal dormir a luz do luar, mas essa areia já está impregnada em nós dois e precisamos descansar pra aproveitarmos bastante essa viagem. Vem! (Lucas falou levantando-se do chão e estendendo o braço pra ela)
Yasmin sorrindo pegou na mão dele e levantou. E antes que fossem caminhar em direção do hotel, Lucas puxou-a pela cintura e lhe deu mais um beijo embaixo do lindo céu estrelado que despontava naquela noite. Andaram de mãos dadas e subiram as escadas em meio à risadas, já que Lucas contava algumas histórias engraçadas dele com Helen. Depois de um relaxante banho, os dois estavam preparados pra dormir, porém Yasmin havia ido pro banheiro e saiu alguns minutos depois.
- Pronto. (Yasmin afirmou sorrindo e sentando na cama, em seguida deitou)
- O que foi fazer? (Lucas perguntou apoiando-se pelos cotovelos)
- Rezar. (Yasmin)
- No banheiro? (Lucas perguntou sorrindo)
- É. Não poderia rezar de camisola curta na frente de um homem. Bem é meio hipócrita da minha parte já que meu corpo não está tão puro, mas é a tradição. (Yasmin respondeu rindo)
- Uma das coisas que acho total ignorância, não somente no Islamismo, já que outras religiões também pregam isso. Essa de virgindade, sexo antes do casamento e tal. Não é pecado transar, pelo contrário, através disso as pessoas se reproduzem. (Lucas)
- Na verdade pros homens não é pecado, já que só a mulher tem que casar virgem. E eu concordo com você, já que tem muita virgem que é bem pior do que mulheres que tem vida sexual ativa, mas tradição nós não podemos discutir, temos que aceitar e cumprir. Bem, não quando estamos falando de Yasmin Rosa. (Yasmin falou rindo)
- Sabe, eu adoro ficar em silêncio na frente do mar. É gostoso escutar o barulho das ondas batendo contra as águas. (Lucas confessou respirando fundo)
- O mar é reflexivo. Ele ao mesmo tempo em que te faz bem, te deixa melancólico. (Yasmin)
- Por que está dizendo isso? (Lucas)
- Me bateu uma melancolia de repente. Nunca contei a ninguém isso, mas eu sinto quando as coisas não vão bem! (Yasmin respondeu desencostando a cabeça do peito dele e virando à sua frente)
- Nem pensa nessas coisas. Está tudo bem entre você e eu e continuará estando. (Lucas falou pegando-a pelo rosto e lhe beijando a testa, em seguida encostou novamente a cabeça dela em seu tórax)
Yasmin suspirou e fechou os olhos desfrutando do cafuné que ele lhe fazia nos cabelos. Sorria despercebidamente e seu coração, explodia de um sentimento novo. Alguns minutos depois de todo o silêncio, Lucas sussurrou baixinho no ouvido dela.
- Está com sono? (Lucas)
- Um pouquinho. (Yasmin)
- Quer subir agora? (Lucas)
- Acho melhor, senão vamos acabar dormindo aqui. (Yasmin respondeu sorrindo e desencostando-se dele)
- Não que seria mal dormir a luz do luar, mas essa areia já está impregnada em nós dois e precisamos descansar pra aproveitarmos bastante essa viagem. Vem! (Lucas falou levantando-se do chão e estendendo o braço pra ela)
Yasmin sorrindo pegou na mão dele e levantou. E antes que fossem caminhar em direção do hotel, Lucas puxou-a pela cintura e lhe deu mais um beijo embaixo do lindo céu estrelado que despontava naquela noite. Andaram de mãos dadas e subiram as escadas em meio à risadas, já que Lucas contava algumas histórias engraçadas dele com Helen. Depois de um relaxante banho, os dois estavam preparados pra dormir, porém Yasmin havia ido pro banheiro e saiu alguns minutos depois.
- Pronto. (Yasmin afirmou sorrindo e sentando na cama, em seguida deitou)
- O que foi fazer? (Lucas perguntou apoiando-se pelos cotovelos)
- Rezar. (Yasmin)
- No banheiro? (Lucas perguntou sorrindo)
- É. Não poderia rezar de camisola curta na frente de um homem. Bem é meio hipócrita da minha parte já que meu corpo não está tão puro, mas é a tradição. (Yasmin respondeu rindo)
- Uma das coisas que acho total ignorância, não somente no Islamismo, já que outras religiões também pregam isso. Essa de virgindade, sexo antes do casamento e tal. Não é pecado transar, pelo contrário, através disso as pessoas se reproduzem. (Lucas)
- Na verdade pros homens não é pecado, já que só a mulher tem que casar virgem. E eu concordo com você, já que tem muita virgem que é bem pior do que mulheres que tem vida sexual ativa, mas tradição nós não podemos discutir, temos que aceitar e cumprir. Bem, não quando estamos falando de Yasmin Rosa. (Yasmin falou rindo)
- Você quebra regras, mas o mais importante você carrega que é a filosofia e o ideal da sua religião. Já te falei que acho o Islamismo uma das religiões mais ricas em cultura e que tem uma mensagem linda. E também percebi que não é tão radical como eu achava. (Lucas)
- Fico feliz que alguém consegue absorver a verdadeira essência da minha religião, ainda mais com toda essa guerra santa que suja o nome dos muçulmanos. E fico mais feliz por esse alguém ser você. (Yasmin)
Lucas parou por alguns minutos e ficou analisando-a.
- Que foi? (Yasmin)
- Você é carinhosa e isso é o que mais eu sentia falta nas mulheres que já tive. (Lucas)
- Te provei hoje que meu grau de carinhosa às vezes é esquecido. (Yasmin)
- Você não é perfeita, assim como eu também não sou. Garanto que quando eu der meus ataques, você vai querer me mandar de volta pro Brasil. (Lucas falou rindo)
- Homens não me intimidam. (Yasmin)
- Olha que abusada! (Lucas)
- Brincadeira. Mas não sou do tipo que desiste no primeiro obstáculo, logo se você der algum show eu também darei e teremos que resolver na porrada e depois em beijos. (Yasmin)
- Combinado. Adoro uma coisa selvagem e sensual. (Lucas brincou maliciosamente)
- Para! (Yasmin falou sorrindo e sentindo as bochechas ruborizarem)
- Para de ter vergonha de mim, sabe que não precisa. (Lucas)
- É inevitável. (Yasmin)
- Acho lindo isso em você, mas namorados não devem ter vergonha um do outro. (Lucas)
- Namorados? (Yasmin perguntou arqueando uma de suas sobrancelhas e suspirando fundo com a surpresa ao escutar essa palavra da boca dele)
- Fico feliz que alguém consegue absorver a verdadeira essência da minha religião, ainda mais com toda essa guerra santa que suja o nome dos muçulmanos. E fico mais feliz por esse alguém ser você. (Yasmin)
Lucas parou por alguns minutos e ficou analisando-a.
- Que foi? (Yasmin)
- Você é carinhosa e isso é o que mais eu sentia falta nas mulheres que já tive. (Lucas)
- Te provei hoje que meu grau de carinhosa às vezes é esquecido. (Yasmin)
- Você não é perfeita, assim como eu também não sou. Garanto que quando eu der meus ataques, você vai querer me mandar de volta pro Brasil. (Lucas falou rindo)
- Homens não me intimidam. (Yasmin)
- Olha que abusada! (Lucas)
- Brincadeira. Mas não sou do tipo que desiste no primeiro obstáculo, logo se você der algum show eu também darei e teremos que resolver na porrada e depois em beijos. (Yasmin)
- Combinado. Adoro uma coisa selvagem e sensual. (Lucas brincou maliciosamente)
- Para! (Yasmin falou sorrindo e sentindo as bochechas ruborizarem)
- Para de ter vergonha de mim, sabe que não precisa. (Lucas)
- É inevitável. (Yasmin)
- Acho lindo isso em você, mas namorados não devem ter vergonha um do outro. (Lucas)
- Namorados? (Yasmin perguntou arqueando uma de suas sobrancelhas e suspirando fundo com a surpresa ao escutar essa palavra da boca dele)
Um silêncio perturbador surgiu no quarto. Claro que não por fugir de certas responsabilidades já que ambos já estavam vivendo uma vida de namorados. Precipitada ou não, estavam. Mas claro que ainda existiam certos “porém's” que talvez atrapalhassem assumir tal coisa. Aquela velha história de namoro às escondidas?
- Nunca pensou nessa possibilidade? (Lucas perguntou cortando o silêncio)
Yasmin parou alguns segundos pensando na resposta que daria a ele. Claro que toda mulher sonha com um amor, bem, quase todas já que generalizar não seria o certo, mas existem como dito anteriormente, alguns “porém's” que fazem com que esses sonhos afundem. São como desilusões antecipadas, talvez podemos considerar uma premonição. Existem traumas que marcam e que nos obrigam a nos fechar num calabouço escuro e frio. Uma proteção contra o mundo que no final das contas torna-se uma prisão. Fugir de sentimentos e coisas relacionadas. Talvez o sexo não tenha sido seu maior trauma com relação a um passado que praticamente destruiu sua vida, apesar de não consumado, mas a confiança nos homens ainda esteja afetada, mesmo que se encontre apaixonada por esse homem. Conclusões abstratas, mas que passavam pela mente pensativa de Yasmin.
- Por que o silêncio? (Lucas perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas)
- Nunca pensou nessa possibilidade? (Lucas perguntou cortando o silêncio)
Yasmin parou alguns segundos pensando na resposta que daria a ele. Claro que toda mulher sonha com um amor, bem, quase todas já que generalizar não seria o certo, mas existem como dito anteriormente, alguns “porém's” que fazem com que esses sonhos afundem. São como desilusões antecipadas, talvez podemos considerar uma premonição. Existem traumas que marcam e que nos obrigam a nos fechar num calabouço escuro e frio. Uma proteção contra o mundo que no final das contas torna-se uma prisão. Fugir de sentimentos e coisas relacionadas. Talvez o sexo não tenha sido seu maior trauma com relação a um passado que praticamente destruiu sua vida, apesar de não consumado, mas a confiança nos homens ainda esteja afetada, mesmo que se encontre apaixonada por esse homem. Conclusões abstratas, mas que passavam pela mente pensativa de Yasmin.
- Por que o silêncio? (Lucas perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas)
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