A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Oitenta e Quatro.
Ao entrarem no apartamento, Lucas rapidamente se esparramou pelo sofá, sempre fora assim nos lugares onde se sentia bem. Mal chegava e já se achava o dono do pedaço, sem levar para o lado pejorativo. Yasmin sorriu com tal cena já que imaginava isso. Apoiou-se na parede pra tirar os sapatos que estavam detonando seus pés, chegou a soltar um suspiro de alívio quando seus pés tocaram o chão gelado.
- Agora voltou a ficar pequenininha. Não que o salto te deixou gigante. (Lucas brincou sorrindo)
- Ei, não se fala isso pra uma complexada. (Yasmin)
- Por que complexada? Acho a coisa mais linda mulheres pequenininhas. (Lucas)
- Até parece, os homens preferem as mulheres altas que eu sei bem. (Yasmin)
- Claro que não, todos os meus amigos também preferem as baixinhas. (Lucas)
- Mas as mulheres querem ser altas. Vou confessar, meu sonho é ser modelo de passarela, ou seja, com esse tamanho só se for pra grife infantil. (Yasmin brincou rindo)
- Se você desfilar pra uma grife infantil, tenho certeza que só vai dar os pais de todas essas crianças babando por você. (Lucas)
- Assim o meu ego infla. (Yasmin)
- Pois pode inflar, porque o que é verdade tem que ser dito. Você é linda da maneira que é, garanto se mudasse uma coisinha que seja, ia estragar. (Lucas falou sincero)
- Vindo de você é mais do que um elogio. (Yasmin falou tirando a fivela de flor da cabeça e piscando pra ele)
- Agora voltou a ficar pequenininha. Não que o salto te deixou gigante. (Lucas brincou sorrindo)
- Ei, não se fala isso pra uma complexada. (Yasmin)
- Por que complexada? Acho a coisa mais linda mulheres pequenininhas. (Lucas)
- Até parece, os homens preferem as mulheres altas que eu sei bem. (Yasmin)
- Claro que não, todos os meus amigos também preferem as baixinhas. (Lucas)
- Mas as mulheres querem ser altas. Vou confessar, meu sonho é ser modelo de passarela, ou seja, com esse tamanho só se for pra grife infantil. (Yasmin brincou rindo)
- Se você desfilar pra uma grife infantil, tenho certeza que só vai dar os pais de todas essas crianças babando por você. (Lucas)
- Assim o meu ego infla. (Yasmin)
- Pois pode inflar, porque o que é verdade tem que ser dito. Você é linda da maneira que é, garanto se mudasse uma coisinha que seja, ia estragar. (Lucas falou sincero)
- Vindo de você é mais do que um elogio. (Yasmin falou tirando a fivela de flor da cabeça e piscando pra ele)
Yasmin jogou a fivela em cima da mesa de centro da sala e foi andando em direção do sofá em que Lucas estava sentado. Sentou-se ao lado e não segurando seus instintos, deitou a cabeça no ombro dele, recebendo em troca um gostoso afago nos cabelos.
- Posso confessar uma coisa? (Yasmin sussurrou aninhando-se ainda mais a ele)
- Deve! (Lucas)
- Desde que meu pai morreu, acho que é a primeira vez que me sinto feliz de verdade. Sabe quando não é forçado? Quando você sabe que é real, e não está afirmando pra si mesmo pra não sofrer. (Yasmin)
- Eu entendo e me sinto privilegiado. Sei que o fato de seu pai já ter ido embora te marcou muito e se eu supri um pouco essa dor, significa que sou importante na sua vida e isso é o que mais estou almejando daqui pra frente. (Lucas)
- Eu me sinto mal com uma coisa… (Yasmin afirmou levantando a cabeça)
- Com meu filho? (Lucas)
- Sim. Ele nem nasceu ainda, é pequenininho e nem sabe a confusão que já vai ser a vidinha dele. (Yasmin)
- Eu o amo, nunca vou faltar com ele, pretendo lutar pela guarda, pois a Bruna não faz muita questão dele. É triste, mas é a realidade. (Lucas)
- Deve ser lindo ter um bebê, ela deveria estar feliz por isso. É uma dádiva ser mãe. (Yasmin)
- Esse sentimento materno só desperta em pessoas especiais como você, não em pessoas como a Bruna. (Lucas)
- Você já chegou a amá-la? (Yasmin)
- Não. Confesso que quando começamos a namorar, eu até apostava num sentimento, mas depois percebi que era fruto de tesão, falando a real. (Lucas)
- E como foi a reação dela com essa separação? (Yasmin)
- Não foi uma das melhores, mas deixa isso pra lá. Eu fiz porque quis e não me arrependo de nada. (Lucas)
- O seu pai ficou muito bravo? (Yasmin)
- Meu pai é uma incógnita Min. Descobri isso há pouco tempo, mas às vezes eu tenho medo quando estamos nos dando bem. Já levei tanta paulada, não fisicamente, mas moralmente, dele, que não consigo esperar muita coisa boa. (Lucas)
- Não fala assim, ele pode fazer essas coisas pra te proteger, cuidar… (Yasmin)
- Eu sei, mas é estranho. (Lucas)
- Os pais são assim, o seu caso não é uma exceção. Às vezes ele até estava esperando uma atitude sua, assim como você teve. (Yasmin)
- Eu contei pra ele que estou com alguém. (Lucas)
- Você falou? (Yasmin perguntou surpresa)
- Sim. Não falei quem você era porque isso não interessa agora. Todo relacionamento muito exposto não dá certo. Quero privacidade nesse começo, amadurecer a relação sabe? (Lucas)
- Penso o mesmo. (Yasmin)
- Então assim será. (Lucas)
Yasmin ficou em silêncio, mas alguns segundos depois soltou uma risada e colocou uma mão no rosto.
- Que foi? (Lucas)
- Eu estava aqui pensando em uma coisa. Se meus parentes estivessem por perto, você com certeza seria um homem morto. (Yasmin)
- E você ri por isso? (Lucas brincou fingindo-se ofendido)
- É tão estranho tudo. Eu me pego fazendo coisas que nem mesmo todo meu feminismo permitiria. (Yasmin)
- Sabe o que é isso? Amor… Confessa que me ama! (Lucas falou sorrindo e mordendo-a no pescoço)
- Bobo. (Yasmin)
- Falando em família muçulmana e tal, cadê a minha Odalisca? (Lucas)
- Hã? (Yasmin)
- Não vai me dar o prazer de mais um show particular? (Lucas)
Yasmin sorriu tentando esconder que estava morrendo de vergonha. Da outra vez havia criado um clima diferente, não sabia explicar como, mas timidez não existiu, apenas uma mágica especial que a fez presenteá-lo com sua dança sagrada. Mas agora? Estava com vergonha, mas não faria essa desfeita. Bem, tentaria… Deu um selinho nele e num sussurro de “já volto”, ela seguiu pra seu quarto e abriu o armário onde estavam suas roupas. Viu à frente uma roupa que ela sempre gostava de usar, era bem ao estilo Odalisca, por ser calça. Seu tom preto com bordados nessa mesma cor encaixavam perfeitamente com o véu que ele havia dado a ela, claro, ela não esqueceria do pedido de na próxima vez, dançar com ele.
- Posso confessar uma coisa? (Yasmin sussurrou aninhando-se ainda mais a ele)
- Deve! (Lucas)
- Desde que meu pai morreu, acho que é a primeira vez que me sinto feliz de verdade. Sabe quando não é forçado? Quando você sabe que é real, e não está afirmando pra si mesmo pra não sofrer. (Yasmin)
- Eu entendo e me sinto privilegiado. Sei que o fato de seu pai já ter ido embora te marcou muito e se eu supri um pouco essa dor, significa que sou importante na sua vida e isso é o que mais estou almejando daqui pra frente. (Lucas)
- Eu me sinto mal com uma coisa… (Yasmin afirmou levantando a cabeça)
- Com meu filho? (Lucas)
- Sim. Ele nem nasceu ainda, é pequenininho e nem sabe a confusão que já vai ser a vidinha dele. (Yasmin)
- Eu o amo, nunca vou faltar com ele, pretendo lutar pela guarda, pois a Bruna não faz muita questão dele. É triste, mas é a realidade. (Lucas)
- Deve ser lindo ter um bebê, ela deveria estar feliz por isso. É uma dádiva ser mãe. (Yasmin)
- Esse sentimento materno só desperta em pessoas especiais como você, não em pessoas como a Bruna. (Lucas)
- Você já chegou a amá-la? (Yasmin)
- Não. Confesso que quando começamos a namorar, eu até apostava num sentimento, mas depois percebi que era fruto de tesão, falando a real. (Lucas)
- E como foi a reação dela com essa separação? (Yasmin)
- Não foi uma das melhores, mas deixa isso pra lá. Eu fiz porque quis e não me arrependo de nada. (Lucas)
- O seu pai ficou muito bravo? (Yasmin)
- Meu pai é uma incógnita Min. Descobri isso há pouco tempo, mas às vezes eu tenho medo quando estamos nos dando bem. Já levei tanta paulada, não fisicamente, mas moralmente, dele, que não consigo esperar muita coisa boa. (Lucas)
- Não fala assim, ele pode fazer essas coisas pra te proteger, cuidar… (Yasmin)
- Eu sei, mas é estranho. (Lucas)
- Os pais são assim, o seu caso não é uma exceção. Às vezes ele até estava esperando uma atitude sua, assim como você teve. (Yasmin)
- Eu contei pra ele que estou com alguém. (Lucas)
- Você falou? (Yasmin perguntou surpresa)
- Sim. Não falei quem você era porque isso não interessa agora. Todo relacionamento muito exposto não dá certo. Quero privacidade nesse começo, amadurecer a relação sabe? (Lucas)
- Penso o mesmo. (Yasmin)
- Então assim será. (Lucas)
Yasmin ficou em silêncio, mas alguns segundos depois soltou uma risada e colocou uma mão no rosto.
- Que foi? (Lucas)
- Eu estava aqui pensando em uma coisa. Se meus parentes estivessem por perto, você com certeza seria um homem morto. (Yasmin)
- E você ri por isso? (Lucas brincou fingindo-se ofendido)
- É tão estranho tudo. Eu me pego fazendo coisas que nem mesmo todo meu feminismo permitiria. (Yasmin)
- Sabe o que é isso? Amor… Confessa que me ama! (Lucas falou sorrindo e mordendo-a no pescoço)
- Bobo. (Yasmin)
- Falando em família muçulmana e tal, cadê a minha Odalisca? (Lucas)
- Hã? (Yasmin)
- Não vai me dar o prazer de mais um show particular? (Lucas)
Yasmin sorriu tentando esconder que estava morrendo de vergonha. Da outra vez havia criado um clima diferente, não sabia explicar como, mas timidez não existiu, apenas uma mágica especial que a fez presenteá-lo com sua dança sagrada. Mas agora? Estava com vergonha, mas não faria essa desfeita. Bem, tentaria… Deu um selinho nele e num sussurro de “já volto”, ela seguiu pra seu quarto e abriu o armário onde estavam suas roupas. Viu à frente uma roupa que ela sempre gostava de usar, era bem ao estilo Odalisca, por ser calça. Seu tom preto com bordados nessa mesma cor encaixavam perfeitamente com o véu que ele havia dado a ela, claro, ela não esqueceria do pedido de na próxima vez, dançar com ele.
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