A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Noventa.
Marcelo já em sua casa, olhava repetitivamente o e-mail que havia escrito e enviado. Seria o primeiro passo pra sua cartada contra Yasmin. Era obsessão e sua mente que às vezes lhe dava flashes de sanidade indicava isso, mas a também mente fraca não saberia reagir. A doença estava impregnada em sua pele e nenhum remédio conseguiria lhe curar.
Sua esposa aproximou-se sedutoramente e passou a delicada mão em seu peito. A repulsa que sentia fez com que seu estômago embrulhasse e violentamente levantou-se da cadeira, mas a imagem refletida lhe fez recuar automaticamente. Yasmin. Estava ali no lugar de sua esposa. Sedutora, linda e do jeito que ele sempre sonhara em ter, como uma doce garota submissa cumprindo todas as ordens sexuais que ele impunha.
Pegou com força os cabelos pretos e os apertou na mão, cheirando-os e sentindo o quanto seu corpo já correspondia àquilo. Sem pensar muito, rasgou com violência a camisola e explorou o quanto pôde do corpo de “Yasmin”. Ouvia gritos e leves indícios de choro, mas não se importava com nada, apenas com seu próprio prazer. E quando terminou arregalou os olhos e franziu o cenho com ódio. Era apenas sua esposa e não Yasmin.
Sentiu náuseas e covardemente jogou-a no chão, contendo a vontade de dar-lhe um tapa no rosto. Estava completamente descontrolado. Levantou da cama e pegou a roupa que havia deixado sobre a cadeira, bateu a porta com força e caminhou rumo à saída, deixando sua esposa aos prantos no chão.
Sua esposa aproximou-se sedutoramente e passou a delicada mão em seu peito. A repulsa que sentia fez com que seu estômago embrulhasse e violentamente levantou-se da cadeira, mas a imagem refletida lhe fez recuar automaticamente. Yasmin. Estava ali no lugar de sua esposa. Sedutora, linda e do jeito que ele sempre sonhara em ter, como uma doce garota submissa cumprindo todas as ordens sexuais que ele impunha.
Pegou com força os cabelos pretos e os apertou na mão, cheirando-os e sentindo o quanto seu corpo já correspondia àquilo. Sem pensar muito, rasgou com violência a camisola e explorou o quanto pôde do corpo de “Yasmin”. Ouvia gritos e leves indícios de choro, mas não se importava com nada, apenas com seu próprio prazer. E quando terminou arregalou os olhos e franziu o cenho com ódio. Era apenas sua esposa e não Yasmin.
Sentiu náuseas e covardemente jogou-a no chão, contendo a vontade de dar-lhe um tapa no rosto. Estava completamente descontrolado. Levantou da cama e pegou a roupa que havia deixado sobre a cadeira, bateu a porta com força e caminhou rumo à saída, deixando sua esposa aos prantos no chão.
Andava nas ruas e tudo parecia lhe engolir. Estava louco! Louco de ódio e louco de amor. Um amor fatal que estava consumindo sua sanidade e seu bom senso. Estava obcecado. Sentou-se em um banco e imagens de Yasmin dançando lhe invadiam a mente, cruzando com imagens dela com Lucas perto do carro. Maldição. Esfregou as mãos no rosto e engoliu em seco, sentindo a leve brisa bater em sua pele. Estava arrepiado e não de frio, já que mesmo com a brisa, o calor estava insuportável. O arrepio era de um temor camuflado dentro de si. O temor de enlouquecer perante a ela.
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