A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Oitenta e Nove.
O pó branco estava caído sobre o papel que indicava algumas coisas sobre o bebê. Havia ido ao médico alguns dias depois de sua “tentativa” de suicídio. Aliás, sua fracassada tentativa. Seus olhos estavam estalados não apenas pelo resultado não tão positivo, mas também pelo efeito instantâneo da droga. Cocaína.
Bruna há anos ingeria drogas de diversos tipos, mas seu vício sempre fora cocaína. Algo que ela sofria diariamente de abstinência, pois desde que engravidou foram poucas vezes que havia ingerido pelas narinas tal entorpecente. Sentia-se culpada sempre que fazia isso, mas nada mais poderia ser feito, já era uma viciada que ansiava poder ter a paranóia com aquele pó tão prejudicial.
Arrumou novamente mais uma carreira e fechou os olhos sentindo como eles umedeciam automaticamente, era o pranto de sua alma que cada vez mais estava no lixo. Mas algo dentro de si a fazia pensar apenas em vingança e já que não se pode ter um casamento de volta, faça-o sofrer e onde mais lhe dói. Pegou o corpo da caneta sem a carga e aproximou-o do nariz, foi de encontro à carreira e respirou fundo, sugando a droga pelo nariz e sentindo a cartilagem quase desfeita queimar e em poucos segundos sua mente e seu coração aceleraram mutuamente. Sentiu um chute na barriga e os olhos umedeciam ainda mais. Culpa e ódio andavam juntos em seu coração, mas a mente fraca a impedia de desistir de qualquer coisa.
Encostou a cabeça no travesseiro e esticou as pernas desfrutando do efeito drástico, mas também sentindo como as paredes lhe fechavam num mundo paralelo. Transpirava e se não fosse sua experiência, certamente estaria desmaiada ao chão. Queria correr e gritar, rir sem freios e poder fechar os olhos na psicodélica energia que o efeito lhe causava. Estava no auge e mal sabia que aos poucos sua razão seria afetada e também levaria para o buraco pessoas inocentes.
Bruna há anos ingeria drogas de diversos tipos, mas seu vício sempre fora cocaína. Algo que ela sofria diariamente de abstinência, pois desde que engravidou foram poucas vezes que havia ingerido pelas narinas tal entorpecente. Sentia-se culpada sempre que fazia isso, mas nada mais poderia ser feito, já era uma viciada que ansiava poder ter a paranóia com aquele pó tão prejudicial.
Arrumou novamente mais uma carreira e fechou os olhos sentindo como eles umedeciam automaticamente, era o pranto de sua alma que cada vez mais estava no lixo. Mas algo dentro de si a fazia pensar apenas em vingança e já que não se pode ter um casamento de volta, faça-o sofrer e onde mais lhe dói. Pegou o corpo da caneta sem a carga e aproximou-o do nariz, foi de encontro à carreira e respirou fundo, sugando a droga pelo nariz e sentindo a cartilagem quase desfeita queimar e em poucos segundos sua mente e seu coração aceleraram mutuamente. Sentiu um chute na barriga e os olhos umedeciam ainda mais. Culpa e ódio andavam juntos em seu coração, mas a mente fraca a impedia de desistir de qualquer coisa.
Encostou a cabeça no travesseiro e esticou as pernas desfrutando do efeito drástico, mas também sentindo como as paredes lhe fechavam num mundo paralelo. Transpirava e se não fosse sua experiência, certamente estaria desmaiada ao chão. Queria correr e gritar, rir sem freios e poder fechar os olhos na psicodélica energia que o efeito lhe causava. Estava no auge e mal sabia que aos poucos sua razão seria afetada e também levaria para o buraco pessoas inocentes.
O notebook estava aberto sobre a cama, pequenas janelas subiam lhe indicando novos e-mails, mas ainda não tinha forças pra conseguir ler algo e entender. Continuava desfrutando do que a droga lhe proporcionava. Apesar de todo o mal envolto, ela a fazia esquecer de que Bruna era um ser humano complicado e cheio de defeitos. Parecia que depois que inalava, conseguia enxergar-se perfeita.
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