A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Oitenta e Oito.
Ela olhava pela sacada a imagem dele sentado na areia branca e fina. Lucas sempre fora amante da praia e estava a alguns minutos vendo o mar. Saiu após a conversa sobre o hotel com Yasmin. Bem, ainda estavam um pouco afastados. Mas Yasmin queria mudar isso e se redimir. Sabia que havia pegado pesado com ele, tudo bem que ele tentou mexer com algo que estava fechado dentro dela e abri-lo novamente era um trauma, mas foi feito de boa vontade e havia sido ignorante demais. E uma qualidade ela tinha, apesar de orgulhosa, ela sabia voltar atrás e pedir desculpas.
Saiu do quarto arrumando o vestido branco que usava, era comprido e com uma fenda comportada até o joelho. Havia trocado assim que Lucas saiu do quarto. Foi andando devagar pensando em como falar com ele, bem, estava envergonhada. Ao sair pra parte externa do hotel, foi caminhando na direção da praia que era há poucos passos. Logo o viu, com as mãos cruzadas atrás da cabeça. Observando. Sentou com cuidado atrás dele e mesmo sem virar o rosto, ele esticou um braço pra trás e ela pegou na mão dele.
- Lu? (Yasmin)
- Hum? (Lucas)
- Desculpa! (Yasmin exclamou encabulada e apoiando o queixo no ombro direito dele)
Lucas deu um pequeno sorriso e com a outra mão, acariciou os cabelos dela.
- Vem aqui. (Lucas falou puxando-a pra frente e a fazendo sentar em seu colo)
Saiu do quarto arrumando o vestido branco que usava, era comprido e com uma fenda comportada até o joelho. Havia trocado assim que Lucas saiu do quarto. Foi andando devagar pensando em como falar com ele, bem, estava envergonhada. Ao sair pra parte externa do hotel, foi caminhando na direção da praia que era há poucos passos. Logo o viu, com as mãos cruzadas atrás da cabeça. Observando. Sentou com cuidado atrás dele e mesmo sem virar o rosto, ele esticou um braço pra trás e ela pegou na mão dele.
- Lu? (Yasmin)
- Hum? (Lucas)
- Desculpa! (Yasmin exclamou encabulada e apoiando o queixo no ombro direito dele)
Lucas deu um pequeno sorriso e com a outra mão, acariciou os cabelos dela.
- Vem aqui. (Lucas falou puxando-a pra frente e a fazendo sentar em seu colo)
- To envergonhada. Fui ignorante sem motivo algum. (Yasmin)
- Vou confessar que fiquei surpreendido. Entendo sinceramente sua situação, mas apesar de não ser o rei da atitude, acho que enfrentarmos o problema é a grande solução de tudo. E sei lá, você sempre foi muito carinhosa, mas desconfiava que por trás dessa carinha de anjo, existia um furacão. (Lucas)
- Eu não quis ser grossa, juro. Odeio esse meu temperamento em certas situações, porque sempre sou explosiva com quem não merece e com quem merece eu me limito. (Yasmin)
- Quem é esse imbecil que está merecendo ser maltratado? Me conta que eu arrebento a cara dele. (Lucas)
Yasmin sorriu e acariciou de leve o rosto de bebê que ele tinha, recebendo em troca um sorriso cúmplice.
- Desculpa, de coração. (Yasmin)
- Desculpo, porque sei que no seu lugar eu faria o mesmo. É difícil superar uma coisa quando um idiota te pega de surpresa. (Lucas)
- Você não foi idiota, pelo contrário, fez uma demonstração linda de carinho. Essas coisas marcam no meu coração. (Yasmin)
- Só isso que marca no seu coração? (Lucas)
- Não. As pessoas que praticam esses atos também. (Yasmin)
Lucas ficou sério olhando pra ela por alguns instantes. Uma leve brisa fazia os cabelos ondulados e negros voarem contra o rosto dela e a maneira como ela tentava contê-los, era sedutora e inocente ao mesmo tempo. Fora que sem querer, ela se ajeitou no colo dele triscando em uma parte sensível dele, o fazendo soltar um suspiro pelo contato. Ela claro ficou com o rosto ruborizado.
- Você continua tendo vergonha de mim. (Lucas falou sorrindo e acariciando as bochechas dela)
- Vou confessar que fiquei surpreendido. Entendo sinceramente sua situação, mas apesar de não ser o rei da atitude, acho que enfrentarmos o problema é a grande solução de tudo. E sei lá, você sempre foi muito carinhosa, mas desconfiava que por trás dessa carinha de anjo, existia um furacão. (Lucas)
- Eu não quis ser grossa, juro. Odeio esse meu temperamento em certas situações, porque sempre sou explosiva com quem não merece e com quem merece eu me limito. (Yasmin)
- Quem é esse imbecil que está merecendo ser maltratado? Me conta que eu arrebento a cara dele. (Lucas)
Yasmin sorriu e acariciou de leve o rosto de bebê que ele tinha, recebendo em troca um sorriso cúmplice.
- Desculpa, de coração. (Yasmin)
- Desculpo, porque sei que no seu lugar eu faria o mesmo. É difícil superar uma coisa quando um idiota te pega de surpresa. (Lucas)
- Você não foi idiota, pelo contrário, fez uma demonstração linda de carinho. Essas coisas marcam no meu coração. (Yasmin)
- Só isso que marca no seu coração? (Lucas)
- Não. As pessoas que praticam esses atos também. (Yasmin)
Lucas ficou sério olhando pra ela por alguns instantes. Uma leve brisa fazia os cabelos ondulados e negros voarem contra o rosto dela e a maneira como ela tentava contê-los, era sedutora e inocente ao mesmo tempo. Fora que sem querer, ela se ajeitou no colo dele triscando em uma parte sensível dele, o fazendo soltar um suspiro pelo contato. Ela claro ficou com o rosto ruborizado.
- Você continua tendo vergonha de mim. (Lucas falou sorrindo e acariciando as bochechas dela)
- Isso tudo é muito novo pra mim. Não falo apenas de sexo, falo de tudo. Nunca mantive um relacionamento tão sério, apesar de ter começado de uma maneira não tão normal. E são muitas transformações de sentimentos. Não sei, ta uma bagunça o meu cérebro. (Yasmin)
- Então nunca namorou sério? (Lucas)
- Tive um relacionamento um pouco sério. E não é por questão de não ter sexo, é porque ele não me levava a sério, apesar de ser muçulmano. Me decepcionei. (Yasmin)
- Você gostou muito dele? (Lucas)
- Na verdade eu confiei muito, porque depois percebi que amor passou longe. E olha que ele era bem aceito por minha família. (Yasmin)
- A sua família me odiaria não? (Lucas)
- Meu pai adorava qualquer pessoa que me fizesse feliz, assim como minha mãe, mas claro que no fundo existe aquela preferência por um homem da mesma religião que a minha. (Yasmin)
- Se você fosse de uma família tradicional e eu aparecesse na sua vida assim como aconteceu, o que você faria? (Lucas)
- É difícil eu afirmar isso, já que não tenho o mesmo pensamento de uma garota muçulmana submissa, mas creio que sentimento fala por tudo. E apesar de serem obrigadas, qualquer muçulmana carrega dentro de si muito amor. (Yasmin)
- Eu te seqüestraria. Juro. (Lucas afirmou sorrindo)
- E eu fugiria. (Yasmin)
- Engraçado como algumas pessoas fazem nossa vida dar um giro de 360 graus. Depois que te conheci eu me sinto um homem diferente. Um Superman. (Lucas brincou)
- Então quer dizer que eu sou a sua criptonita? (Yasmin perguntou rindo)
- Pode ter certeza que sim. (Lucas)
- É uma honra. Fico muito feliz por saber que ajudei um ser humano e que com isso ganhei um presente. É difícil morar longe do seu país, das pessoas que você ama e tal, mas apesar de estar longe é bom saber que temos um alguém que mesmo longe estará perto através do coração. (Yasmin)
- Então nunca namorou sério? (Lucas)
- Tive um relacionamento um pouco sério. E não é por questão de não ter sexo, é porque ele não me levava a sério, apesar de ser muçulmano. Me decepcionei. (Yasmin)
- Você gostou muito dele? (Lucas)
- Na verdade eu confiei muito, porque depois percebi que amor passou longe. E olha que ele era bem aceito por minha família. (Yasmin)
- A sua família me odiaria não? (Lucas)
- Meu pai adorava qualquer pessoa que me fizesse feliz, assim como minha mãe, mas claro que no fundo existe aquela preferência por um homem da mesma religião que a minha. (Yasmin)
- Se você fosse de uma família tradicional e eu aparecesse na sua vida assim como aconteceu, o que você faria? (Lucas)
- É difícil eu afirmar isso, já que não tenho o mesmo pensamento de uma garota muçulmana submissa, mas creio que sentimento fala por tudo. E apesar de serem obrigadas, qualquer muçulmana carrega dentro de si muito amor. (Yasmin)
- Eu te seqüestraria. Juro. (Lucas afirmou sorrindo)
- E eu fugiria. (Yasmin)
- Engraçado como algumas pessoas fazem nossa vida dar um giro de 360 graus. Depois que te conheci eu me sinto um homem diferente. Um Superman. (Lucas brincou)
- Então quer dizer que eu sou a sua criptonita? (Yasmin perguntou rindo)
- Pode ter certeza que sim. (Lucas)
- É uma honra. Fico muito feliz por saber que ajudei um ser humano e que com isso ganhei um presente. É difícil morar longe do seu país, das pessoas que você ama e tal, mas apesar de estar longe é bom saber que temos um alguém que mesmo longe estará perto através do coração. (Yasmin)
As palavras foram retribuídas com uma delicada e sedutora mordida em seu lábio inferior. Sem perceber ela acabou suspirando com aquilo, eriçando Lucas a querer mais. Em meio a beijos molhados e passadas de mão um pouco mais insanas, ele lentamente foi deitando-a na areia e ficando por cima dela, levantando um pouco o vestido dela pra poder encaixar-se perfeitamente.
- L-lucas… aqui? (Yasmin perguntou encabulada)
- Essa praia parece ser deserta e eu gosto desse contato íntimo perto do mar. (Lucas)
- É um pouco estranho. (Yasmin)
- Não! É maravilhoso, Odalisca. É estranho quando não temos o par ideal pra fazer isso, mas te prometo que você vai querer repetir mais vezes e que vai acabar se rendendo e arrancando a minha camisa, como suas mãos querem. (Lucas sussurrou no ouvido dela enquanto sentia as mãos trêmulas dela dedilharem a barra de sua camisa)
Ajudando-a, ele desabotoou os botões e ela um pouco mais entregue tirou a camisa e segurando a vontade de passear com os dedos pelo peitoral definido dele.
- Não contenha suas vontades. (Lucas sussurrou pegando a mão dela e colocando no peito dele)
A falta de experiência e a timidez em excesso ainda faziam Yasmin travar um pouco no começo, mas nas duas vezes em que havia desfrutado com Lucas do prazer recíproco, ela sentia que era apenas um olhar sincero e sedutor dele, que ela se entregava do jeito certo pra poder delirar sob o corpo dele.
- Eu preciso te falar uma coisa… (Lucas falou abaixando-se novamente e aproximando os lábios do pescoço dela)
- O q-que? (Yasmin gaguejou fechando os olhos e involuntariamente agarrou os cabelos dele)
- Eu to louco por você, e já estou quase largando o Brasil pra ficar aqui do seu lado… (Lucas confessou)
- L-lucas… aqui? (Yasmin perguntou encabulada)
- Essa praia parece ser deserta e eu gosto desse contato íntimo perto do mar. (Lucas)
- É um pouco estranho. (Yasmin)
- Não! É maravilhoso, Odalisca. É estranho quando não temos o par ideal pra fazer isso, mas te prometo que você vai querer repetir mais vezes e que vai acabar se rendendo e arrancando a minha camisa, como suas mãos querem. (Lucas sussurrou no ouvido dela enquanto sentia as mãos trêmulas dela dedilharem a barra de sua camisa)
Ajudando-a, ele desabotoou os botões e ela um pouco mais entregue tirou a camisa e segurando a vontade de passear com os dedos pelo peitoral definido dele.
- Não contenha suas vontades. (Lucas sussurrou pegando a mão dela e colocando no peito dele)
A falta de experiência e a timidez em excesso ainda faziam Yasmin travar um pouco no começo, mas nas duas vezes em que havia desfrutado com Lucas do prazer recíproco, ela sentia que era apenas um olhar sincero e sedutor dele, que ela se entregava do jeito certo pra poder delirar sob o corpo dele.
- Eu preciso te falar uma coisa… (Lucas falou abaixando-se novamente e aproximando os lábios do pescoço dela)
- O q-que? (Yasmin gaguejou fechando os olhos e involuntariamente agarrou os cabelos dele)
- Eu to louco por você, e já estou quase largando o Brasil pra ficar aqui do seu lado… (Lucas confessou)
Yasmin sentiu o coração explodir de batimentos cardíacos. Ouvir aquelas palavras da boca de Lucas eram como um incentivo pra ela insistir nessa loucura chamada amor. Sabia que estava se arriscando além do que era sano, mas cada passo que dava era a certeza de que pela primeira vez na vida, um homem a faria feliz, e esse homem não era o pai dela já que muitas vezes acreditou que somente o amor paterno era o único amor transmitido por um homem. Palavras não precisariam mais ser ditas. Atos e toques diriam por si só. E não apenas tratando-se de saciar desejos, tratando-se de aumentar a níveis elevadíssimos sentimentos que em meio à construção, ganhavam novos patamares e caminhos ainda mais longos, já que tudo que é verdadeiro, passa por testes. Ora fáceis e ora difíceis.
Pra não deixá-la ainda mais constrangida pelo local, apesar de ser mágico fazer amor à luz da Lua, Lucas não tirou o vestido dela. Apenas o ergueu um pouco acima da barriga e abaixou as alças, conseguindo explorar os seios fartos com os lábios, algo que conseguia tirar Yasmin do real, levitando-a ao começo do que se chama prazer. Em meio a esse envolvimento, palavras carinhosas e sensuais eram sussurradas ao pé do ouvido dela e olhares que eram trocados quando sentiam que não mais podiam resistir. Era a necessidade da pele do outro, do cheiro camuflado, do toque carinhoso e forte provando o quanto àquele ato conseguia desvirtuar a sanidade de duas pessoas. A cumplicidade de poder desfrutar junto de sensações agudas e sentimentos mútuos. Não somente o sexual, mas também o sentimental.
Pra não deixá-la ainda mais constrangida pelo local, apesar de ser mágico fazer amor à luz da Lua, Lucas não tirou o vestido dela. Apenas o ergueu um pouco acima da barriga e abaixou as alças, conseguindo explorar os seios fartos com os lábios, algo que conseguia tirar Yasmin do real, levitando-a ao começo do que se chama prazer. Em meio a esse envolvimento, palavras carinhosas e sensuais eram sussurradas ao pé do ouvido dela e olhares que eram trocados quando sentiam que não mais podiam resistir. Era a necessidade da pele do outro, do cheiro camuflado, do toque carinhoso e forte provando o quanto àquele ato conseguia desvirtuar a sanidade de duas pessoas. A cumplicidade de poder desfrutar junto de sensações agudas e sentimentos mútuos. Não somente o sexual, mas também o sentimental.
Yasmin ainda sentia-se um pouco desconfortável ao tê-lo dentro de si, mas com jeito Lucas conseguia transformar tudo aquilo em sensações deliciosas. E nessa hora ela conseguia perder a timidez e jogar pra fora tudo o que tinha vontade de fazer. Até mesmo gritar o prazer que ardia por suas veias e escutar o eco pelos ares enquanto o suor escorria por seu corpo e a fazia ficar ainda mais unida a ele, fisicamente falando. Mais incentivo pra ele continuar investindo todo seu potencial no pequeno corpo que o fazia ter dimensões estendidas de prazer. E quando já não mais suportavam, desentalaram o grito preso na garganta e suspiraram aliviados por terem conseguido juntos, chegar aos picos mais altos de um ato quente de amor. E involuntariamente ele conseguia ver flashes do que ela era pra ele. A muçulmana misteriosa que apenas com véus, conseguiu roubar seu coração. Era inevitável pensar nela dançando e jogando o olhar enigmático pra quem passasse ao seu lado. Isso era a maior fantasia sexual dele, a Odalisca.
“Existe uma chama que começa com uma pequena faísca, dizem que essa faísca se chama atração física, mas a chamo de troca de olhares verdadeira. Depois essa chama vai sendo alimentada e seu fogaréu vai elevando-se em proporções e graus mais altos. Diríamos que ao ponto de você confessar algo pro amado ou o principal, pra si mesmo. A terceira fase da chama pode ser chamada de concretização ou ruína. Já que pra alguns a chama pode fazer com que o alimento seja preparado pra que venhamos a comer, mas também podemos levar em consideração que você pode se queimar ou transformar sua alma em cinzas.”
“Existe uma chama que começa com uma pequena faísca, dizem que essa faísca se chama atração física, mas a chamo de troca de olhares verdadeira. Depois essa chama vai sendo alimentada e seu fogaréu vai elevando-se em proporções e graus mais altos. Diríamos que ao ponto de você confessar algo pro amado ou o principal, pra si mesmo. A terceira fase da chama pode ser chamada de concretização ou ruína. Já que pra alguns a chama pode fazer com que o alimento seja preparado pra que venhamos a comer, mas também podemos levar em consideração que você pode se queimar ou transformar sua alma em cinzas.”
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