A Dança dos Sete Véus
Duzentos e Noventa e Nove
- Sei lá, quis falar. (Yasmin respondeu sorrindo mais do que o normal)
Era fraca pra bebida e isso podia ser visto de longe. Quem a olhasse naquele estado, teria a plena certeza de que ela havia virado garrafas de Vodka, Vinho e outros destilados, mas foi pouco mais que três copos. Seu organismo não estava acostumado e um vacilo qualquer e ela já estaria em cima de uma mesa embriagada e tirando a roupa.
- Minha cabeça ta rodando, bebê. (Yasmin resmungou andando pela areia num zig-zag característico de sua embriaguez)
- Eu fui um imbecil te deixando beber… (Lucas sussurrou preocupado e aproximando-se dela)
Sem rodeios, pegou-a no colo, a fazendo rir mais uma vez.
- Hei… Você é o bebê, então eu que tenho que te pegar no colo. (Yasmin falou sorrindo e apertando o nariz dele)
- Bebês são pequenos e acho que a única pequena aqui, é você. (Lucas)
- Você pode ser bem grande no tamanho, mas também é pequeno. Meu pequeno. (Yasmin sussurrou com voz de bebê)
Lucas sorriu e continuou andando pela areia com ela no colo, que vez ou outra brincava com o cabelo dele, fazia alguma graça ou soltava aquelas pérolas que tinha falado a noite toda, depois de ter ficado bêbada. Ao chegarem no hotel, por sorte Lucas conseguiu passar por desapercebido na recepção do hotel, Yasmin cantava baixinho algumas coisas que ele não conseguia entender, mas estava arrepiado por ser praticamente um sussurro em seus ouvidos. Ele abriu a porta do quarto e com uma delicadeza indescritível, ele deitou-a na cama e a beijou na testa.
- Quer tomar um banho pra relaxar e curar essa embriaguez ou um café forte? (Lucas perguntou sentando na cama)
- Quero você. (Yasmin)
Ela falou de uma maneira tão sensual, que Lucas sentiu os pêlos de seu braço arrepiar-se em frações de segundos, fora o frio no estômago.
- Min. (Lucas)
- Luc. (Yasmin brincou sorrindo)
- Confesso que nunca imaginei que ia te ver bêbada. (Lucas)
- Eu não e-estou bêbada! (Yasmin)
- Um pouquinho alegre? (Lucas)
- Feliz. (Yasmin)
- É? (Lucas)
- Muito. (Yasmin)
- Também estou. (Lucas afirmou tocando a bochecha dela com os dedos)
Yasmin fechou os olhos, desfrutando daquela carícia e ao virar o rosto pro lado, deu um delicado beijinho na mão dele.
- Você precisa descansar, porque talvez amanhã não acorde muito bem. (Lucas)
- Eu vou acordar maravilhosamente bem. (Yasmin)
- Vai? (Lucas)
- Vou, porque terei uma noite maravilhosamente sensual. (Yasmin)
Lucas engoliu em seco aquelas palavras e torcendo pra que ela não levantasse daquela cama ou coisa parecida… Mentira, ele desejou isso. Yasmin empurrou-o pelo peito e levantou-se da cama. Lucas virou o pescoço pra ver o que ela pretendia com aquelas palavras e respirou fundo ao vê-la erguer o vestido e deixar à mostra a calcinha. Em seguida ela o passou pela cabeça, ficando apenas de lingerie. Ele fechou os olhos pra tentar ao máximo respeita-la, pois não era do tipo que faria sexo com ela bêbada, já havia feito com outras mulheres embriagadas, mas Yasmin era diferente. E foi nisso que sentiu o vestido voar em sua cabeça e abriu o olho rapidamente. Ela sorria sensualmente, dando uma imagem de Lolita, algo que mexeu com os instintos masculinos dele.
- Min, não faz isso… Por favor! (Lucas implorou)
Mas Yasmin parecia estar impossível àquela noite e voou um sutiã, mais uma vez na cabeça dele. E claro que o sorriso sensual apareceu novamente num lindo desenho nos lábios dela. Lucas pediu a todos os santos que o fizessem controlar-se perante àquela cena, mas estava sendo tão difícil, fora que Yasmin dificultava demais tudo.
- Vem e prova ... Este pedacinho de mim! (Yasmin cantarolou entrando no banheiro somente de calcinha)
Maldição. Maldição. Maldição. Lucas xingou até a vigésima geração de Yasmin nesse momento, com certeza algum faraó havia sido chamado de desgraçado. Contou até dez pra tentar conter seu entusiasmo já crescente e teve a conclusão que muçulmanas são piores do que as mulheres de outras religiões, sensualmente falando, pois elas se escondem por debaixo dos panos, no caso de Yasmin, por debaixo dos véus.
- Vem e toma ... Uma provadinha de mim! (Yasmin cantarolou uma vez mais, num tom um pouco mais alto pra que ele pudesse escutar)
E o barulho de chuveiro sendo ligado, ecoou no quarto. Não há ser humano que agüente.
- Ok, não tenho sangue de barata. Desisto! Nunca fui forte mesmo, sou fraco assumido! (Lucas exclamou levantando-se da cama e andando apressadamente até ao banheiro)
Pelo caminho, as roupas dele foram voando pelos ares.
Nenhum comentário:
Postar um comentário