A Dança dos Sete Véus
Quatro.
“Às vezes sentimos que o mundo está para desabar sobre nossas cabeças, talvez estejamos em um lugar fechado onde um grito agudo não seria notado por ninguém…
Besteiras todos nós fazemos, mas ao ponto, de ter que jogar toda a minha felicidade e, toda a minha vida no lixo, realmente foi a pior…
Eu estou com vontade de sair correndo desse lugar, quero fugir pra bem longe e quem sabe talvez ter novamente minha liberdade…”
Se lamentar, era só o que restava a Lucas, via claramente toda sua liberdade ser arrancada de suas mãos, na frente de um padre que em sua cabeça, era o juiz que declarava a sua sentença de morte, e ao lado de uma bela jovem de longos cabelos loiros, que era a guardiã da chave que o trancava dentro de um gelado e escuro calabouço, da qual jamais seria libertado!
- Bruna Unzueta, aceita Lucas Rodrigues Moura da Silva como seu legítimo esposo? (o padre perguntou à bela jovem depois de seu sermão)
- Sim! (Bruna exclamou sorridente e olhando pra Lucas)
- Lucas Rodrigues Moura da Silva, aceita Bruna Unzueta como sua legítima esposa? (o padre perguntou a Lucas)
Talvez fosse essa a chance de Lucas fugir, correr pra bem longe de todo aquele martírio.
Fora obrigado a casar por seu pai. Engravidou Bruna, filha de um dos diretores da empresa de seu pai, um grande empresário dono de luxuosos hotéis espalhados pelo mundo. Bruna se fez de vítima e criou todo seu teatro em cima de um exame de gravidez que dera positivo, com todas as suas artimanhas conseguiu com que Lucas subisse ao altar com ela. Lucas a conhecia e sabia que no fundo ela não era uma pessoa íntegra e de boa índole, mas teve que aceitar. Ficou em silêncio, queria falar não, mas ao olhar pro altar se deparou com o olhar ríspido de seu pai e teve que fazer o que menos queria em toda sua vida.
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